Mesmo admitindo que não sabia o que havia acontecido, Lula resolveu aprofundar a crise diplomática com os Estados Unidos. “Acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial nós vamos fazer reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa. Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”, declarou o presidente. A declaração é considerada irresponsável e sem fundamento concreto, uma vez que o próprio presidente admitiu desconhecer os detalhes do caso. Enquanto isso, Andrei Rodrigues já nomeou o novo representante da Polícia Federal do Brasil junto ao ICE. Será a delegada Tatiana Alves Torres, policial de carreira desde 2002, ex-superintendente da PF em Minas Gerais e que, desde dezembro do ano passado, estava na função de coordenadora-geral de Gestão de Processos da Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP). Veja o vídeo:
Delegado Marcelo Ivo pode pegar até 10 anos de prisão nos EUA e expor Andrei Rodrigues e Moraes
Caso seja condenado pela Justiça americana, o delegado Marcelo Ivo pode pegar até 10 anos de prisão. Como se trata de cidadão estrangeiro, ele pode ter seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol e ficar proibido de deixar o Brasil, além de vir a ser alvo de um pedido de extradição. O desdobramento do caso também expõe o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de quem Ivo é amigo, e o próprio ministro Alexandre de Moraes. As autoridades americanas já têm informações preliminares de que Marcelo Ivo monitorou o deputado Alexandre Ramagem, realizando campanas e acompanhando seus deslocamentos, a fim de reunir dados sobre sua rotina e tentar capturá-lo. O delegado teria feito uma denúncia anônima ao ICE, o serviço de imigração americano, a fim de obter a deportação de Ramagem, driblando os canais oficiais de cooperação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. O deputado Marcel van Hattem, em publicação na rede social X, resumiu com precisão a gravidade da situação: “A gravidade é patente: o Policial Federal Marcelo Ivo foi expulso dos EUA e pode pegar dez anos de CANA. Está sendo tratado como espião pego com a boca na botija. Pior: com sua atividade clandestina publicada em nota oficial dias atrás pela PF de Andrei, Lula e Moraes. Game over.”
Zema denuncia perseguição do STF após Gilmar Mendes pedir inclusão em inquérito: “Aqueles que se julgam intocáveis não toleram piada” (Veja o vídeo!)
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) denunciou nesta segunda-feira (20) ser alvo de perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação ocorre após o ministro Gilmar Mendes pedir ao colega Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão do seu nome no controverso inquérito das fake news. “O mais importante aqui é o que a gente pode fazer num país onde quem está no poder não pode mais ser satirizado ou questionado. Eu cresci, como muitos vendo grandes humoristas, cartoonistas, questionando o poder, Charles Chaplin, Caceta e Planeta e tantos outros. Mas hoje aqueles que se julgam intocáveis não toleram mais qualquer tipo de piada.” Ledo engano. Para a esquerda tudo é liberado. Basta ver o que fez o canal esquerdista Porta dos Fundos. Veja o vídeo:
Casal brasileiro vive momentos de terror sob mira de atirador no México; turista canadense é morta
Um homem armado atacou turistas no sítio arqueológico de Teotihuacán, no centro do México, na segunda-feira (20). Uma turista canadense morreu no ataque. O atirador manteve cerca de 20 pessoas como reféns antes de cometer suicídio. Entre os reféns estavam os brasileiros Henrique Reis e Marina Beta, casal do Rio de Janeiro que realizava o último passeio das férias. Cristóbal Castañeda, secretário de Segurança do Estado do México, informou que quatro pessoas foram atingidas por disparos. Dois colombianos, uma mulher russa e outra canadense sofreram ferimentos. Outras duas pessoas se machucaram em quedas durante o incidente. Teotihuacán fica a 50 quilômetros da Cidade do México. O local recebe passeios diários de turistas nacionais e estrangeiros. Henrique e Marina fotografavam em um ponto intermediário da Pirâmide da Lua quando escutaram os primeiros disparos. O carioca relatou que inicialmente não se alarmaram com o som. A região possui acústica especial. “É comum que haja barulhos o tempo todo”, especialmente de guias e turistas experimentando essa característica do local. Os visitantes começaram a correr. O casal tentou fazer o mesmo. Estavam mais afastados da escada, que possui inclinação acentuada. Não conseguiram descer antes de serem ameaçados pelo atirador. Cerca de 20 pessoas ficaram retidas naquele ponto da pirâmide. “Por um tempo eu demorei para entender o que que era. Ele tinha uma bolsa. Eu achei que ele ia roubar a gente. Achei que era um ladrão e que ele ia pegar nossos pertences”, declarou Henrique. Durante cerca de 15 minutos sob controle do homem armado, o atirador disparava em direção aos reféns. Alguns foram atingidos. O atirador repetia frases desconexas. Xingava os turistas. Afirmava que eles não deveriam estar ali num local “que deveria ser sagrado”. Henrique detalhou que os tiros passavam voando por cima das pessoas. O homem também disparava alguns tiros para baixo, em direção à área da cidade arqueológica. Henrique e Marina foram diretamente ameaçados durante os minutos sob poder do atirador. O brasileiro observou que o saco carregado pelo homem estava repleto de munições. Em determinado momento, o atirador exigiu que um dos reféns cortasse uma cerca de plástico que impede o acesso a pontos mais elevados da pirâmide. O homem armado ordenou que Marina cortasse a estrutura. Arremessou uma faca no chão em sua direção. Prometeu liberá-la caso ela colaborasse. Marina seguiu as instruções do atirador. Foi autorizada a descer as escadas. Henrique revelou que seu maior medo naquele momento era que o homem atirasse pelas costas de sua namorada. Isso não aconteceu. A polícia chegou ao local. O atirador começou a conversar com Henrique. Afirmou que o brasileiro o estava deixando nervoso. Henrique admitiu que a razão provavelmente era porque ele encarava o homem sem parar. O atirador escolheu Henrique para descer da pirâmide. Deveria transmitir uma mensagem aos policiais. A missão de Henrique era avisar aos agentes que havia muitos reféns no topo da pirâmide. O objetivo era convencer os policiais a não subirem nem atirarem. O brasileiro cumpriu a ordem. Fez questão de deixar a mensagem clara. Devido à extensão do local, gritou do alto da pirâmide. Mesmo ao se aproximar dos policiais, manteve as mãos levantadas. Repetiu: “tem refém lá em cima. Tem muitos reféns”. Henrique conseguiu deixar o local com Marina após ambos serem liberados pelo atirador. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou-se sobre o ocorrido nas redes sociais. “O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a embaixada canadense”, declarou a presidente. As autoridades federais encontraram no local “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e munição”, conforme informou um comunicado do Gabinete de Segurança Federal. A área permanece sob proteção da polícia estadual e da Guarda Nacional.
Eduardo Bolsonaro manda recado a Moraes sobre delegado expulso dos EUA: “Trate bem os seus jagunços”
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro se pronunciou logo após a expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos, a quem chamou de “jagunço” do ministro Alexandre de Moraes. Em mensagem direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Eduardo declarou: “Moraes, está chegando um delegado federal aí no Brasil que vai te pedir emprego – é outro, além do Fábio Shor. Trate bem os seus jagunços, pois aqui na terra da liberdade eles andaram fazendo umas cagadas para te bajular”. Veja o vídeo:
Andrei Rodrigues silenciosamente nomeia substituta após expulsão vergonhosa de delegado dos EUA
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sem dizer absolutamente nada publicamente, tomou a única decisão possível após a vergonhosa expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos. Ele designou uma nova responsável que ficará nos Estados Unidos para atuar como oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Foi nomeada a delegada Tatiana Alves Torres, delegada de carreira desde 2002, ex-superintendente da PF em Minas Gerais e que, desde dezembro do ano passado, estava na função de coordenadora-geral de Gestão de Processos da Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP). Ela atuará como oficial de ligação da PF junto ao ICE, em Miami. Em tese, representará a PF na agência americana e intermediará a troca de informações entre Brasil e EUA, além de apoiar investigações conjuntas. A nomeação ocorre em meio a um constrangimento diplomático e institucional, após o episódio que resultou na expulsão do delegado anterior dos Estados Unidos, lançando dúvidas sobre a condução da Polícia Federal sob a gestão de Andrei Rodrigues.
Revelação de Malu Gaspar expõe pareceres ignorados por Moraes há quatro anos
A jornalista Malu Gaspar revelou um dado que compromete ainda mais a tentativa de manobra do ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) — em 2022 — a rejeição da ação do PT que pretende limitar as colaborações premiadas. Os pareceres ficaram disponíveis para o relator — Alexandre de Moraes — por quatro anos. Moraes só desengavetou a ação agora — quando a delação de Daniel Vorcaro avança e pode atingi-lo diretamente. O que os pareceres dizem: A PGR afirmou que não cabe ao STF antecipar juízo sobre todas as hipóteses de aplicação da lei de colaboração premiada. A AGU também pediu rejeição. Dois órgãos essenciais do sistema jurídico brasileiro chegaram à mesma conclusão: a ação do PT não deve prosperar. O detalhe que fecha o círculo: Bruno Bianco — que assinou o parecer da AGU pedindo rejeição da ação em 2022 — passou a atuar na iniciativa privada após o fim do governo Bolsonaro e integrou a defesa do Master no processo que levou à prisão de Vorcaro. A síntese: Moraes tem em seus autos — há quatro anos — pareceres da PGR e da AGU pedindo rejeição da ação que agora tenta pautar às pressas. Luiz Fux — presidente do STF — não pauta. A PGR atual negocia a delação de Vorcaro que pode atingir Moraes. O conflito de interesses está documentado nos próprios autos do processo.
Estados Unidos expulsam delegado da PF envolvido na prisão de Ramagem; governo brasileiro é acusado de perseguição política
O governo dos Estados Unidos determinou a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental da administração americana. O delegado brasileiro atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e esteve envolvido na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ocorrida no dia 13 de abril em Orlando, na Flórida. A administração americana divulgou um comunicado nas redes sociais sem mencionar diretamente o nome do delegado. No texto, o governo afirmou que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” em solo norte-americano. Conforme apuração, a autoridade mencionada pelo governo americano é Marcelo Ivo de Carvalho. O Itamaraty informou que não se manifestará sobre o caso. A Polícia Federal declarou que não recebeu comunicação formal sobre a medida adotada pelo governo americano. A expulsão do delegado brasileiro ocorre uma semana após a liberação de Ramagem. O ex-deputado permaneceu detido por dois dias em um centro de detenção do ICE.
Gilmar Mendes aciona PGR contra senador após relatório rejeitado da CPI do Crime Organizado
O ministro Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) com uma representação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), acusando-o de abuso de autoridade. A medida ocorreu após a apresentação do relatório final da CPI do crime organizado, que propôs o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Procurador-Geral da República. O caso evidencia o acirramento das tensões entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. O relatório de Vieira pedia o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade. No entanto, a proposta foi rejeitada pela comissão por 6 votos a 4, o que significa que não seria encaminhada a nenhum órgão de investigação e não produziu efeito institucional. O STF considerou o relatório como uma “peça política” e uma retaliação por decisões judiciais que limitaram as investigações da comissão. Os ministros classificaram a atitude do relator como “lamentável, injusta e tecnicamente equivocada”. O presidente do STF, Edson Fachin, emitiu nota repudiando a proposta e mencionando desvio de finalidade temática da CPI. Apesar da rejeição do relatório, Gilmar Mendes decidiu representar contra o senador. Em mensagens nas redes sociais, o ministro apontou o “excesso” e afirmou que a iniciativa pode caracterizar abuso de autoridade. Mendes considerou a proposta de indiciamento como uma tentativa de “constrangimento institucional” que “compromete a credibilidade” dos parlamentares, defendendo a apuração do caso pela Procuradoria-Geral da República. A rejeição do relatório foi resultado de mobilização do governo para alterar a composição do colegiado. Para garantir o resultado, o governo substituiu os senadores Sergio Moro (União-PR) e Marcos do Val (Podemos-ES), ambos integrantes do Bloco Parlamentar Democracia e favoráveis ao parecer. Eles foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), alinhados ao governo. A troca foi fruto de um acordo entre os partidos. Além disso, atuaram para o desfecho partidos do Centrão e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que se posicionou publicamente contra as conclusões da investigação. A avaliação é que a mudança alterou a correlação de forças e consolidou o cenário que levou ao encerramento da CPI sem deliberação do relatório. Após o resultado, Vieira culpou o Palácio do Planalto e citou diretamente o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA): “Eu disse ao líder do governo Jaques Wagner e reafirmo publicamente que o governo escolheu atravessar a rua pra dar um abraço de afogados aos ministros (do STF). Eu acho que isso vai cobrar um preço significativo depois”. Durante a sessão, Vieira intensificou as críticas ao Supremo e rebateu questionamentos sobre o alcance do relatório. Segundo ele, há necessidade de que o Senado ajude a Suprema Corte a superar o que lhe parece um “complexo de Luís XIV”. “Nós temos ministros que incorporam esse espírito ao entender que críticas à conduta individual se traduzem em ataques à democracia ou à instituição Supremo”, afirmou o senador. A manifestação do relator foi pelo indiciamento porque os ministros teriam praticado crime de responsabilidade. Vieira citou explicitamente o ministro Dias Toffoli, cuja fala teria demonstrado “crime de responsabilidade, pois esse crime não é diferente do crime comum: Ambos são crimes”. O senador afirmou ainda que os magistrados devem se submeter a mecanismos de controle e fiscalização, defendendo que o pedido de indiciamento não configura ataque institucional, mas exercício das prerrogativas do Congresso. Não há registro de CPIs anteriores que tenham pedido, em relatório final, o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal. Tradicionalmente, as comissões concentram seus pedidos em parlamentares, integrantes do Executivo, empresários e operadores, sem alcançar a cúpula do Judiciário. O precedente mais próximo desse caso envolve a CPI do Sistema Carcerário, em 2008, que chegou a pedir o indiciamento de juízes estaduais. Após intervenção do próprio STF, o relatório final substituiu o termo relativo ao indiciamento por “responsabilização”. O fato é que o relatório do senador Vieira já havia sido rejeitado pela comissão antes da representação de Gilmar Mendes junto à PGR.
Rede Globo fica em choque com decisão de Gilmar Mendes sobre vídeo de Zema: “Confirma que eles se acham acima da lei”
Na Rede Globo, o clima é o pior possível. Todos os jornalistas estão perplexos com a atitude do ministro Gilmar Mendes. Um dos comentaristas fez a seguinte constatação: “A ação de Gilmar confirma justamente o que o vídeo do Zema está falando: que os ministros do Supremo se acham acima da lei, uma casta intocável. Eles acham qualquer crítica um ataque e mostram o poder.” Veja o vídeo: