A discussão sobre segurança pública voltou a gerar confronto político em Brasília após uma proposta relacionada ao porte de arma para pessoas trans.
A iniciativa, apresentada pelo deputado Paulo Bilynskyj, provocou reação imediata da deputada trans Erika Hilton, que criticou duramente a ideia.
Para a parlamentar, o debate estaria focado no ponto errado. Ela afirmou que a população trans não reivindica acesso a armamento, mas sim políticas públicas, proteção institucional e garantia de direitos básicos. A deputada classificou a proposta como inadequada e acusou o autor de buscar visibilidade com o tema.
Hilton também fez ataques pessoais ao deputado e questionou sua atuação política, mencionando ainda episódios passados envolvendo o parlamentar.
O projeto estabelece a possibilidade de concessão de porte de arma com base na autodeclaração de gênero. A proposta passou a dividir opiniões e ampliou o clima de confronto ideológico entre parlamentares ligados a pautas de segurança e representantes de movimentos identitários no Congresso.

