Em mais um capítulo de dificuldades para o governo federal, caminhoneiros que atuam no transporte de cargas alertaram o Palácio do Planalto sobre o risco concreto de uma paralisação nacional. O setor relatou aumentos considerados abusivos nos preços do diesel em diferentes regiões do país, atribuídos à especulação diante do cenário internacional.
Entre as denúncias encaminhadas ao governo estão reajustes entre R$ 0,20 e R$ 0,60 por litro de diesel em cidades do Centro-Oeste. Há também reclamações de produtores rurais sobre dificuldades para abastecer máquinas agrícolas em algumas localidades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na última quarta-feira (11) um documento enviado pela ABRAVA apontando “evidências de práticas abusivas por parte de distribuidoras de combustíveis”.
A entidade pede isenção temporária de tributos e a abertura de diálogo com governadores para discutir a suspensão do ICMS sobre o diesel.
Na quinta-feira (12), a entidade informou ter acionado a Justiça contra distribuidoras que elevaram preços sem que houvesse, até o momento, anúncio de reajuste pela Petrobras.
A situação é complicada e o governo está sem comando para conduzir uma eventual negociação. O cenário é preocupante, especialmente considerando que outras categorias também ameaçam paralisações no país.
