A indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal foi barrada. O veto presidencial à dosimetria foi derrubado. As duas derrotas que o governo Lula sofreu em menos de 48 horas no Congresso Nacional representaram um golpe significativo na articulação política do Palácio do Planalto.
O presidente ainda teve que assistir ao líder do seu governo no Senado, Jacques Wagner, trocando sorrisos e conversas reservadas com Flávio Bolsonaro. Também presenciou a aproximação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, da agenda bolsonarista.
Como se não bastasse, veículos alinhados ao governo noticiaram que o ministro Alexandre de Moraes se afastou de Lula em definitivo. Inúmeras fontes afirmaram que o ministro foi decisivo para o bloqueio da nomeação de Jorge Messias ao STF.
A leitura política é evidente: Lula está gravemente ferido, e os parlamentares do Centrão já identificaram a fragilidade do governo. A impopularidade do presidente é tão grande que ele não teve coragem de aparecer em público no 1º de maio, um evento historicamente dominado pela esquerda.
Os dados do cenário econômico revelam números alarmantes: 80% das famílias endividadas, 81 milhões de CPFs negativados, cartão de crédito com juros de 425%, 8,7 milhões de CNPJs negativados, 2.400 empresas em recuperação judicial. Somadas, as dívidas das empresas brasileiras chegam a 2,3 trilhões de reais, um recorde histórico negativo.
As contas públicas apresentam números ainda piores: R$ 55 bilhões de déficit em 2025. A dívida pública – balanço entre o total de créditos e débitos do governo federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 8,31 bilhões. O governo Lula anunciou a criação ou aumento de 24 impostos desde o início do seu terceiro mandato, um anúncio a cada 37 dias.
O governo perdeu o Congresso e, em outubro, sem o Congresso, perderá a eleição.
