O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de prisão em regime aberto.
Moraes considerou que Eduardo cometeu difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao insinuar que ela quis beneficiar um empresário quando apresentou um projeto de lei.
O ministro alegou que Eduardo “está em local incerto e não sabido” e que, por isso, não seria possível substituir a pena por outras medidas.

A decisão gerou repercussão internacional. O jornalista americano Glenn Greenwald publicou críticas contundentes no X (antigo Twitter).
“O juiz tirânico do Brasil, Alexandre de Moraes, acaba de votar para prender Eduardo, filho de Jair Bolsonaro — um congressista de São Paulo — por um ano, devido a um tuíte em que Eduardo acusou a congressista Tábata Amaral (a AOC neoliberal do Brasil) de patrocinar um projeto de lei para beneficiar um doador de campanha. Moraes concluiu que isso era difamação criminal e merece prisão”, escreveu Greenwald.
O jornalista americano também mencionou outras ações recentes do ministro: “No início desta semana, Moraes abriu uma investigação criminal sobre um tuíte do outro filho de Bolsonaro — o senador Flávio Bolsonaro, atualmente empatado ou liderando Lula na corrida presidencial de outubro — para determinar se um tuíte dele era criminosamente difamatório, o que, em teoria, poderia resultar na exclusão de Flávio Bolsonaro da urna em um momento em que ele está em ascensão contra Lula”.
Greenwald finalizou contextualizando a relevância do Brasil no cenário mundial: “O Brasil é o segundo maior país do hemisfério depois dos EUA e o sexto país mais populoso do mundo”.
