A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5) uma nova operação contra suspeitos de obter, adulterar e comercializar dados pessoais e sensíveis de bases governamentais e privadas. A investigação identificou o vazamento de informações pessoais de ministros do Supremo Tribunal Federal. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, estão sendo cumpridos 5 mandados de prisão temporária e 4 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. Os nomes dos alvos dos mandados de prisão ainda não foram divulgados. De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro, entre outros. Livro “Supremo Silêncio” expõe bastidores do Inquérito das Fake News A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fake News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber
Mensagens que Moraes enviou a Vorcaro no dia da prisão podem ser recuperadas pela PF
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, escreveu para o ministro Alexandre de Moraes horas antes de tentar fugir do país. A mensagem enviada levanta questionamentos: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Moraes respondeu à mensagem. Porém, o ministro utilizou uma ferramenta que emite mensagens de visualização única, que são projetadas para desaparecer após serem abertas. Assim, não foi possível saber o conteúdo da mensagem do magistrado. Existe a possibilidade de a Polícia Federal recuperar essas mensagens. Essa medida precisa ser tomada para esclarecer os fatos e proteger as instituições democráticas. Gonçalo Mendes Neto, jornalista.
Defesa de Lulinha entra em desespero após vazamento de movimentação milionária
A imprensa vazou uma informação sobre a milionária movimentação bancária de Lulinha. Em apenas uma de suas contas, ele movimentou a bagatela de R$ 19,5 milhões. Dessa conta saíram repasses para seus eternos parceiros de traquinagens, Jonas Suassuna e Kalil Bittar. Esses pagamentos podem ser repasses de propina. Aliás, tudo indica isso. Pois bem, a defesa de Lulinha entrou em desespero. Em nota, disse que o vazamento de informações sobre essa movimentação de R$ 19,5 milhões ligadas a ele configura “crime grave”. E afirma que não teve acesso aos documentos divulgados. A nota afirma ainda que os dados se referem a “fontes de renda legais e legítimas”. E diz: “Todos os movimentos e bens são registrados e declarados ao fisco, resultados de atuação legítima, ou mesmo de recebimento da herança de sua mãe, Dona Marisa”.
André Mendonça chega ao seu momento decisivo no STF – e deve redobrar a segurança
Durante anos, o ministro André Mendonça foi apontado como uma peça-chave para o equilíbrio do Supremo Tribunal Federal. Agora, seu momento finalmente chegou. Como não deve favores a ninguém, não hesitará em expor todos os tentáculos de Vorcaro – sejam eles no Executivo, no Legislativo ou no próprio Judiciário. A convocação feita à Procuradoria-Geral da República demonstrou exatamente isso. Mendonça não recua diante do sistema estabelecido. No entanto, o ministro precisa agora redobrar os cuidados com sua segurança pessoal. Manter suas viagens e agendas em absoluto sigilo. Aumentar o contingente de seguranças ao seu redor. Quando o ministro Teori Zavascki decidiu que iria enfrentar parte do sistema, deram um jeito nele. O mesmo não pode acontecer com o “terrivelmente evangélico”.
URGENTE: Vorcaro escreveu para Moraes no dia da prisão pedindo para “bloquear” — ministro nega tudo
Informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar revelam que Daniel Vorcaro escreveu para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia em que foi preso. Segundo artigo publicado no O Globo, uma das últimas mensagens que Daniel Vorcaro enviou no dia em que foi preso, logo de manhã, foi para o ministro Alexandre de Moraes. Eram 7h19m do dia 17 de novembro quando o dono do Banco Master escreveu para o ministro no WhatsApp: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Alexandre de Moraes respondeu logo, mas não é possível saber o que ele disse. Isso porque o que se segue são três mensagens de visualização única, do tipo que se apaga assim que o destinatário as lê. A troca de mensagens foi encontrada pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, preso no próprio dia 17 de novembro às 22h no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta. Antes dessa conversa, há ainda outro registro de diálogo entre o ministro e Vorcaro, em 1º de outubro de 2025, mas novamente sem conteúdo, porque o banqueiro e Moraes apagavam as mensagens ou enviavam com visualização única. De acordo com investigadores, há também telefonemas entre eles. Contudo, apesar dos registros estarem no material apreendido e periciado pela PF, o ministro do Supremo negou sua existência em resposta às indagações da equipe da coluna. “O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, disse ele, por intermédio da assessoria de imprensa da Corte. A defesa de Vorcaro, por sua vez, preferiu não comentar. A PF descobriu que, no dia em que Vorcaro enviou as mensagens a Moraes, ele já tinha conhecimento do inquérito que apurava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco estatal de Brasília, o BRB, e que levaria à sua prisão e à liquidação do Master. Informações recolhidas ao longo da investigação apontam, inclusive, que ele soube do inquérito ao acessar ilegalmente os sistemas da corporação, assim como fez com dois procedimentos do Ministério Público sobre as fraudes. A operação desta quarta-feira revelou ainda que Vorcaro também corrompia dois chefes de supervisão do Banco Central (BC), Paulo Sergio Souza e Belline Santana, que o avisavam dos monitoramentos que a autarquia vinha fazendo, revisavam seus documentos e orientavam sobre como proceder em reuniões. Souza, inclusive, assinou um ofício do BC fornecido à defesa de Vorcaro depois da prisão, para comprovar que ele teria avisado a autarquia da viagem que faria a Dubai para supostamente fechar a venda do Master a investidores árabes. No dia em que Vorcaro anuncia a Moraes que “fez uma correria para salvar” e pergunta ao ministro se ele “conseguiu bloquear”, o Master fez dois movimentos. O primeiro foi tentar impedir que a ordem de prisão contra ele fosse executada, enviando à 10ª Vara Federal de Brasília, onde o inquérito corria em sigilo, uma petição dirigida ao juiz Ricardo Leite. No documento, enviado por email à Justiça às 15h47m, os advogados de Vorcaro se posicionam contra “medidas cautelares eventualmente requeridas”, que poderiam provocar “impacto relevante” e causar “prejuízo irreversível a todo o conglomerado Master”. Apenas 18 minutos antes, às 15h29m, o juiz Ricardo Leite havia determinado a prisão do banqueiro, em uma decisão que deveria ser de conhecimento apenas do gabinete do juiz e dos investigadores. Para justificar terem enviado o pedido diretamente à vara correta mesmo com o inquérito sob sigilo, os advogados usaram uma reportagem publicada pelo site O Bastidor em que se dizia onde tramitava a investigação. Na representação em que pediram a segunda prisão de Vorcaro, porém, os delegados anexaram mensagens trocadas pelo banqueiro com interlocutores e com o editor do site, Diego Escosteguy, para sustentar que o jornalista “esquentou” a informação recebida de forma ilegal ao receber dinheiro para publicar informações do interesse do executivo. Um outro movimento realizado às pressas, naquele mesmo dia, foi o anúncio da venda do Master para o grupo Fictor, que de acordo com os comunicados ao mercado estariam associados a investidores árabes. O banco realmente corria contra o tempo para conseguir capital, uma vez que a venda para o BRB já tinha sido vetada em setembro e os créditos do Fundo Garantidor de Crédito que davam fôlego ao Master também estavam se esgotando. O anúncio da compra do Master pela Fictor foi enviado ao mercado e às redações às 17h24m da segunda-feira. De acordo com o aviso, o grupo Fictor pagaria R$ 3 bilhões pelo banco, junto com um consórcio de investidores árabes. Não foram informados, porém, nem as condições do negócio e nem quem eram os investidores árabes. De acordo com a assessoria do grupo Fictor, isso seria feito na sexta-feira. Mas não houve tempo, porque Vorcaro acabou sendo preso naquela mesma noite, no aeroporto. O Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte, data em que também se deu a primeira fase da Operação Compliance Zero da PF. Apesar dos esforços e da ampla rede de proteção construída por Vorcaro, toda a cronologia do caso demonstra que, na manhã do dia 17 de novembro em que enviou sua mensagem a Moraes, ninguém mais conseguiria “bloquear” o destino inevitável do dono do Master, por mais poderoso que fosse.
Bolsonaro relata pesadelos na prisão e teme atentado contra Flávio durante campanha
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de familiares, líderes religiosos e aliados políticos. Durante esses encontros, além de comentar o cenário eleitoral deste ano, o ex-chefe do Executivo também faz relatos pessoais sobre sua situação na prisão. Segundo informações divulgadas, Bolsonaro contou a pessoas próximas que enfrenta pesadelos recorrentes. Ele também afirmou temer que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, seja alvo de um atentado ao longo da campanha presidencial. O ex-presidente foi vítima de um ataque a faca durante a campanha eleitoral de 2018, episódio que ainda influencia suas preocupações atuais. Durante as visitas, Bolsonaro também demonstra frustração por não conseguir acompanhar com total liberdade as movimentações políticas fora da prisão. No local onde está custodiado, ele tem acesso à televisão aberta, porém apenas por algumas horas ao longo do dia. De acordo com uma perícia médica realizada pela Polícia Federal, a rotina diária do ex-presidente inclui atividades simples. Pela manhã, ele toma banho, faz a barba e dedica parte do tempo à leitura de livros. Em alguns momentos também assiste a programas esportivos na televisão. Após o almoço, costuma descansar e, no período da tarde, realiza pequenas caminhadas. O ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia visitou Bolsonaro em fevereiro e relatou que o ex-presidente pediu que ele transmitisse um recado ao senador Flávio Bolsonaro. O conselho seria para que o filho adotasse cautela ao longo da disputa eleitoral deste ano. Nabhan também afirmou que Bolsonaro se emocionou ao tratar do tema. A preocupação também foi mencionada durante conversas com o bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa ao ex-presidente com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). “Acho que Bolsonaro é um homem traumatizado”, afirmou o religioso. “Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se defender e defender os seus.”
Ministro André Mendonça cita denúncia de Rony Gabriel em decisão que mandou Vorcaro para prisão
Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro, trouxe à tona trechos de uma denúncia apresentada pelo vereador de Erechim-RS e pré-candidato a deputado federal Rony Gabriel, considerado um dos fenômenos da direita na atualidade. O documento mencionado na decisão aponta para a existência de uma estrutura organizada destinada a influenciar a opinião pública por meio de estratégias digitais. De acordo com parte da decisão judicial, novas evidências encaminhadas ao STF indicariam que Felipe Mourão teria atuado como intermediário entre os interesses de Vorcaro e influenciadores digitais contratados para ampliar determinadas narrativas nas redes sociais. Conforme descrito no documento, essa articulação faria parte de um padrão de atuação já analisado anteriormente no âmbito do Inquérito 5035. Há poucas semanas, Rony Gabriel revelou uma proposta milionária indecorosa que recebeu para “defender” o Banco Master contra o Banco Central. Segundo o vereador, vários influenciadores de direita e de esquerda aceitaram a proposta. Além disso, Rony colocou sua vida financeira em risco ao mostrar um contrato de confidencialidade no valor de R$ 800 mil. No Instagram, Rony afirmou que “nem todos estão à venda”. Assista: Um relatório da Polícia Federal entregue ao ministro André Mendonça, novo relator do Caso Master, revela que Daniel Vorcaro organizava festas sexuais para políticos e empresários poderosos.
PGR pede arquivamento de investigação sobre joias de Bolsonaro por ausência de legislação clara
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quarta-feira (4) a favor do arquivamento da investigação que apura o destino de joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o exercício do cargo. Na avaliação do chefe do Ministério Público Federal, a legislação brasileira não estabelece de forma clara a quem pertencem presentes entregues a um presidente da República — se ao mandatário ou ao patrimônio da União. “A natureza jurídica dos presentes ofertados a presidentes da República permanece controvertida, sem disciplina legislativa específica, sujeita a interpretações administrativas divergentes, inclusive no âmbito da sistemática do controle externo”, escreveu o PGR em sua manifestação. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal, que havia apontado que Bolsonaro e integrantes de sua equipe teriam atuado para retirar do país presentes de alto valor recebidos em razão do cargo, com o objetivo de comercializá-los no exterior. Segundo Gonet, enquanto não houver legislação clara sobre a titularidade desses presentes institucionais, a aplicação de sanções penais torna-se inadequada. Em sua avaliação, a lacuna normativa impede que o caso seja tratado no âmbito criminal. “Enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a Presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível com os princípios que delimitam o exercício legítimo do poder punitivo no Estado Democrático de Direito”, afirmou Gonet. O procurador-geral também concluiu que as ações atribuídas aos investigados não configurariam, no entendimento da Procuradoria-Geral da República, elementos suficientes para caracterizar crime. “Os esforços dos indiciados, pois, para que os bens fossem levados a venda a terceiros não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime submetido a escrutínio”, complementou. O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Em julho de 2024, a Polícia Federal havia indiciado Jair Bolsonaro e outras 11 pessoas no caso conhecido como o das joias sauditas. Na ocasião, a corporação apontou possíveis crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Na manifestação enviada ao STF, Paulo Gonet também destacou o trabalho investigativo realizado pela Polícia Federal, mas ressaltou que sua análise se restringe ao campo penal, não descartando a possibilidade de eventuais apurações administrativas ou de outra natureza. “O enfoque desenvolvido nesta peça se limita à compreensão da adequação típica penal da conduta, sem pretender, obviamente, excluir sindicâncias de ordem não penal, até porque a análise não põe em dúvida que os fatos ocorreram com os protagonistas apontados”, escreveu o procurador-geral.
Justiça nega prisão de professor de Direito denunciado por estupro por 10 mulheres
Relatos de mulheres sufocadas, forçadas a práticas sexuais mesmo dizendo “não”, que perderam a memória após aceitarem bebidas. Uma delas ensanguentada, outra amarrada à força na cama e impedida de sair do quarto. Essas foram as denúncias apresentadas pelo Ministério Público contra o advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa por crimes de estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. O documento foi apresentado na terça-feira (24/02). Mesmo diante das graves acusações de dez mulheres, a Justiça, através do 1º Juizado da Violência Doméstica de Porto Alegre, negou o pedido de prisão contra Conrado. O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul havia solicitado a medida após apresentar a denúncia formal contra o profissional. O MP-RS formalizou a denúncia na terça-feira (24) e, logo em seguida, protocolou o pedido de prisão. A magistrada indeferiu a solicitação. O Ministério Público recorreu da decisão. Profissionais da área jurídica consultados afirmaram que, em casos semelhantes, o pedido de prisão costuma estar baseado no descumprimento de medidas cautelares. Não há confirmação oficial sobre os motivos específicos que levaram o MP-RS a solicitar a prisão de Conrado. Conrado foi preso preventivamente em 26 de setembro de 2025 e ficou detido por aproximadamente um mês. Foi liberado em 22 de outubro. A soltura foi condicionada ao cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de monitoramento eletrônico e a proibição de se aproximar de instituições de ensino. Em 28 de janeiro, Conrado compareceu à cerimônia de prestação de compromisso de novos advogados na Escola da Ordem dos Advogados do Brasil, em Porto Alegre. O evento foi aberto ao público. A participação ocorreu apesar das medidas cautelares que incluem restrição a instituições educacionais. A defesa de Conrado divulgou nota oficial sobre o caso. Os defensores manifestaram preocupação com a condução do processo e com a divulgação de informações protegidas por segredo de justiça. Segundo a nota, a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo oficial da denúncia. Os advogados declararam indignação com o fato de trechos da denúncia estarem sendo divulgados pela imprensa. O procedimento tramita sob sigilo em nível máximo. A defesa considera inadmissível que detalhes de uma peça processual protegida pelo segredo de justiça sejam expostos antes mesmo que os advogados constituídos possam examiná-la. Os defensores argumentam que os vazamentos de informações são ilegais. Segundo a nota, essa situação compromete garantias constitucionais como o contraditório, a ampla defesa e a paridade de armas. A equipe jurídica afirma que essa divulgação submete o denunciado a um pré-julgamento alimentado por informações parciais e descontextualizadas. Os advogados informaram que levaram recentemente ao conhecimento do Juízo a existência de elementos que indicam uma possível convergência indevida entre parte interessada no resultado do processo e agentes responsáveis pela investigação.
Ministros do STJ aconselham colega acusado de assédio a se aposentar para evitar cassação
O ministro do STJ Marco Aurélio Gastaldi Buzzi tem sido orientado pelos colegas ministros a pedir aposentadoria voluntária de suas funções sob o risco de sofrer sanções piores e ter a aposentadoria cassada em um processo criminal. Buzzi foi acusado no mês passado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos dele. Na ocasião, o ministro era anfitrião da família em sua casa de veraneio no litoral de Santa Catarina. Depois que a história se tornou pública, uma funcionária terceirizada do STJ afirmou que já havia feito denúncia parecida contra o ministro, que a teria assediado dentro do gabinete. A denúncia não teria sido levada para frente. Assim, a orientação é que o ministro deixe o cargo com uma polpuda aposentadoria em vez de correr riscos desnecessários. Esse é o país do faz de conta…