A traição a Jorge Messias dentro do próprio PT alimentou fortemente a discussão em grupos petistas nas redes sociais. Jaques Wagner, líder do governo no Senado, teria induzido Lula ao erro ao informar que pelo menos 45 senadores aprovariam o nome indicado para a Corte. Isso teria dado tranquilidade a Lula, fazendo com que os apoiadores mais entusiasmados de Messias se desmobilizassem justamente no dia da votação. Por outro lado, aliados de Messias afirmam que Jaques Wagner fez “corpo mole” no apoio ao candidato. E o motivo que circula entre petistas é um só: Wagner tem outro candidato para a vaga no Supremo Tribunal Federal. O candidato do senador baiano é o atual ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.
STF desperdiçou reputação acumulada por gerações de ministros em excessos institucionais
Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal alimentam o próprio ego com a ideia de que as redes sociais respondem pela baixa estima de que desfrutam. Por isso, as plataformas digitais se tornaram alvo permanente de investidas contra a liberdade das múltiplas e contraditórias opiniões que nelas se expressam. Enganam-se Suas Excelências. As redes sociais são caóticas por natureza. Os fios de que são feitas não conferem unidade ao conjunto, não articulam entre si os pontos que as compõem. Seus usuários, em imensa maioria, não são profissionais da comunicação social, não dominam as técnicas e não dispõem dos meios para confrontar a eficiência orgânica dos grandes veículos do jornalismo contemporâneo. O apoio do jornalismo formal que a Corte obteve e, prudentemente, tem cultivado, supera com enorme vantagem os prejuízos que advenham da maioria descontente nas redes sociais. O problema do STF é outro e bem mais grave. Em excessos de filho pródigo, sua atual configuração desperdiçou a reputação e a confiança – patrimônios intangíveis da Instituição – acumulados ao longo de sucessivas gerações de ministros. No Rio Grande do Sul, foram conhecidos alguns deles. Carlos Thompson Flores, João Leitão de Abreu, José Néri da Silveira, Paulo Brossard e Eros Grau tinham em comum o abundante atendimento das exigências constitucionais do cargo: notável saber jurídico e reputação ilibada, além de um elenco de virtudes que inspiravam consideração e respeito. Eros Grau, por exemplo, fora do PCB, preso e torturado, chegou ao Supremo, mas não pretendeu impor suas convicções à Constituição e às leis em atos explícitos e sem tarja, como têm feito alguns que vieram depois. Como consequência dessas virtudes, não eram falastrões, não buscavam a luz dos holofotes nem os brilhos da fortuna. Não se viam como “os supremos” nem como “poder moderador”, nem como “editores de um país inteiro”, nem como construtores de uma “obra civilizadora”. Menos ainda, claro, como justiceiros ou políticos de ocasião. Os mais antigos viajavam em “avião de carreira”, como eram chamados os voos comerciais. Quando vinham ao Sul, eram buscados no aeroporto por familiares ou pegavam táxi. Passavam despercebidos. Eram seres humanos, não deuses nem semideuses, nem simulacros de deuses. Não se faziam acompanhar por seguranças. Eram vistos nas salas de espera dos cinemas, nos restaurantes, sempre em boas companhias. A Constituição de 1988 aumentou as atribuições da Corte. O neoconstitucionalismo dominou o ambiente acadêmico. O ativismo prosperou. O Brasil emburreceu. O Congresso se debilitou e desqualificou. Tudo isso é verdadeiro, mas não justifica que o Supremo precise inspirar medo para obter algo constrangedoramente parecido com o respeito que sempre teve.
Aliados de Lula cogitam acionar o STF, que se antecipa e divulga nota sobre a decisão do Senado
Aliados do presidente Lula demonstram desconhecimento da Constituição Federal ao cogitarem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para que se manifeste sobre a rejeição do indicado presidencial pelo Senado Federal. A estratégia questionável é defendida pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do movimento Prerrogativas. “Estamos reunindo um grupo de juristas para avaliar a conduta do Alcolumbre. Ele funciona como uma espécie de juiz. (…) Ele não deu ao sabatinado condições que pudesse enfrentar a sabatina. Há um desvio de finalidade dele na condução do processo”, afirmou o advogado. Como se antecipando a essa possível tentativa, o STF divulgou nota oficial sobre a rejeição à indicação de Jorge Messias. Confira o comunicado: “NOTA DA PRESIDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A Presidência do Supremo Tribunal Federal toma conhecimento da decisão do Senado Federal de não aprovar, em sessão plenária realizada nesta data, a indicação submetida para o preenchimento de vaga nesta Corte. O Supremo Tribunal Federal reafirma seu respeito à prerrogativa constitucional do Senado Federal. Reitera, igualmente, o respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo, reconhecendo que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública. A Corte aguarda, com a serenidade e o senso de responsabilidade institucional, as providências constitucionais cabíveis para o oportuno preenchimento da vaga em aberto”.
Messias desconfia que foi traído dentro do PT e aponta o traidor
Jorge Messias está seriamente desconfiado de que foi traído dentro do próprio PT. O traidor seria o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner. Em conversas com aliados que acabaram vazando, Messias chamou Wagner de “traíra” e afirmou que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo. Na avaliação dos aliados de Messias, Wagner pode ter “traído” o advogado-geral da União em uma aliança com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), principal articulador da derrota do ministro. De fato, logo após anunciar o resultado que surpreendeu o Palácio do Planalto, na noite desta quarta-feira (29), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dirigiu-se ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner, para um abraço.
Na véspera da derrota de Messias, Moraes jantou com Alcolumbre e Lula ficou possesso
O ministro Alexandre de Moraes jantou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na terça-feira (28), véspera da sabatina de Jorge Messias. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo. A reunião ocorreu na terça (28), véspera da fragorosa derrota imposta a Lula na quarta (29), quando Messias foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O encontro deixou Lula indignado e possesso, segundo autoridades que estavam com ele no Palácio da Alvorada logo depois da derrota. O jantar, no entanto, não foi marcado especialmente para discutir a votação da indicação de Messias. Na verdade, Alexandre de Moraes ofereceu a recepção para homenagear um velho amigo, o procurador e ex-secretário Nacional de Justiça Mário Luiz Sarrubbo. Ambos fizeram carreira no Ministério Público de São Paulo. Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da Polícia Federal Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Foram também ao evento o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a indicação de Messias ao STF, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Zanin e Mendes ficaram pouco tempo no local e não participaram do jantar. De acordo com um dos presentes, Messias foi citado apenas em conversas paralelas, num encontro em que as pessoas falavam, na maioria das vezes, de amenidades. O mesmo convidado afirma que não faria sentido convocar um evento com tantas pessoas, inclusive com apoiadores de Lula e de Messias, para fazer qualquer tipo de conspiração. Um interlocutor de Lula afirma, por outro lado, que chegou aos ouvidos do presidente que, neste jantar, Alcolumbre teria afirmado, em pequenas rodas de conversa, que já tinha 50 votos para derrotar Messias no plenário. Nessas conversas paralelas, o presidente do Senado teria sacramentado e festejado o destino do advogado-geral da União. Um segundo convidado de Moraes, no entanto, afirma que a derrota de Messias já estava decidida de antemão e que a data do jantar foi uma mera coincidência. O evento foi marcado na terça simplesmente porque Sarrubo estaria em Brasília, onde participaria, no dia seguinte, de uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.
Congresso retoma sessão e deve impor nova derrota a Lula com votação da dosimetria. Veja o vídeo!
Cada um colhe o que planta. Lula está colhendo o que plantou ao longo desse seu nefasto mandato presidencial: desmoralização e derrotas. Ontem, conseguiu ver o nome que indicou para o Supremo Tribunal Federal ser rejeitado. E hoje, deve sofrer mais uma derrota. O Congresso analisa o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria. O projeto propõe a redução de penas de condenados pelo Supremo Tribunal Federal, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula tentou esconder, mas sua verdadeira face foi exposta. Detalhes e revelações do passado do petista estão no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”. Aproveite enquanto é tempo. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao Veja a capa:
Gilmar Mendes se manifesta sobre rejeição de Jorge Messias e adota postura surpreendentemente isenta
O ministro Gilmar Mendes se manifestou na manhã desta quinta-feira (30) sobre a rejeição pelo Senado Federal do nome de Jorge Messias para compor o Supremo Tribunal Federal (STF). De forma surpreendente, o magistrado adotou uma postura isenta, valorizou a decisão do Senado e elogiou o candidato rejeitado. Confira a nota divulgada: “O Senado Federal exerceu, com a soberania que lhe é própria, sua prerrogativa constitucional de sabatinar e deliberar sobre nomes indicados ao STF — missão centenária que deve ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo. A decisão do Senado deve ser respeitada.” “Faço questão, contudo, de prestar meu reconhecimento ao Advogado-Geral da União, Jorge Messias. Trata-se de um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si. Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição.” “Ao longo de cinco meses, o indicado submeteu-se a rigoroso escrutínio público, em meio a turbulências e, por vezes, a graves ataques à sua honra. Portou-se, em todos os momentos, com coragem, dignidade e humildade. A história saberá fazer justiça à sua trajetória, diante do seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e dos relevantes serviços que já prestou às instituições. O Brasil ganha em tê-lo onde estiver.”
Rejeição a Lula explode e atinge 75,4% entre evangélicos, aponta pesquisa
A rejeição ao governo Lula (PT) atingiu o expressivo percentual de 75,4% entre evangélicos, segundo levantamento da AtlasIntel divulgado nesta terça-feira (28). Os dados revelam que o índice geral de avaliação negativa da gestão federal também apresentou alta em abril. A percepção crítica em relação ao governo aumenta fortemente em diferentes segmentos. De acordo com a pesquisa, 51,3% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo, ante 50% em março. A pesquisa ouviu 5.008 pessoas entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, conforme informado pela empresa.
Lula gasta bilhões para aprovar Messias, mas Senado rejeita indicação em reação a escândalos e rejeição popular
A rejeição do nome de Messias pelo Senado pegou a todos de surpresa, inclusive os próprios senadores. Até o último minuto, ninguém sabia o que poderia acontecer durante a votação. A insatisfação de Davi Alcolumbre com a não indicação de Pacheco pesou na decisão. A irritação aumentou ainda mais após o vazamento da reunião envolvendo Messias. Some-se a isso um vídeo com 29 milhões de visualizações em pleno ano eleitoral, a alta rejeição de Lula, e os escândalos da Operação Master sendo direcionados exclusivamente ao Congresso. Lula conseguiu sair limpo da questão das emendas, mas na percepção coletiva do Senado prevaleceu o ditado: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
Mendonça causa polêmica ao elogiar Messias após derrota no Senado e lhe dar conselho público
A oposição infligiu uma derrota acachapante ao governo Lula. O Senado Federal barrou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. A rejeição marca um revés político significativo para o Palácio do Planalto na tentativa de emplacar um aliado na Corte. Porém, a manifestação pública do ministro André Mendonça causou estranheza. O magistrado demonstrou apoio ao advogado-geral da União logo após a derrota no plenário senatorial. “O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo”, declarou Mendonça. O ministro ressaltou sua posição favorável à indicação. “Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, afirmou. Mendonça destacou o valor da amizade em momentos adversos. “Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis”, pontuou o magistrado. André Mendonça encerrou sua manifestação com uma mensagem direta e um conselho a Jorge Messias. “Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, completou o ministro do STF.