Aliados do presidente Lula demonstram mais uma vez desconhecimento da Constituição Federal. A nova estratégia em discussão é acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para que se manifeste sobre a rejeição do indicado de Lula pelo Senado Federal. A estratégia é defendida pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, grupo de juristas antilavajatistas e progressistas. O advogado é amigo pessoal tanto de Messias quanto de Lula. Carvalho declarou ao jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles, que está reunindo um grupo de juristas e dirigentes partidários para “avaliar a conduta” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na votação. Na avaliação de Marco Aurélio, pode ter havido um “desvio de finalidade” do atual chefe do Senado na condução do processo de análise da indicação do nome de Messias para uma vaga de ministro do Supremo. “Estamos reunindo um grupo de juristas para avaliar a conduta do Alcolumbre. Ele funciona como uma espécie de juiz. (…) Ele não deu ao sabatinado condições que pudesse enfrentar a sabatina. Há um desvio de finalidade dele na condução do processo”, disse o advogado. Marco Aurélio afirma que esse grupo de juristas vai estudar uma reação e levará sugestões para Lula decidir se aciona ou não o Supremo contra a votação. Para o advogado, o presidente deveria insistir na indicação de Messias. “O Senado tem o direito de rejeitar quem quer que seja. O que não dá é para reverter papéis e tentar capturar a importante prerrogativa do presidente da República de indicar ministro do Supremo. Eles já capturaram a execução orçamentária, a indicação para as agências reguladoras…”, afirmou.
Suspeita de liderar arrastão em shopping é solta após audiência de custódia
Isabelle Neto Neres, de 18 anos, foi presa no domingo (26) suspeita de orquestrar um arrastão no Tietê Plaza Shopping, em São Paulo. A jovem foi detida juntamente com Kevin Sousa Oliveira, de 21 anos, e um adolescente de 16 anos, que foi apreendido. O trio causava tumultos em shoppings para furtar estabelecimentos comerciais sem serem notados, aproveitando-se da confusão gerada. Descrita como “bonita e perigosa” e apontada como líder do arrastão, Isabelle foi liberada após passar por audiência de custódia na segunda-feira (27). Nas redes sociais, a jovem exibe uma vida de ostentação. Ela posa ao lado de carros de luxo, utiliza joias e marcas caras, projetando um padrão de vida elevado. Fora das telas, porém, a realidade encontrada pela polícia foi diferente. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a própria Isabelle admitiu participação nos furtos e afirmou que o grupo agiu em diferentes estabelecimentos, aproveitando momentos de distração de lojistas e seguranças.
Corrupção no Judiciário: Ministro Flávio Dino defende reforma enquanto colegas aparecem citados em esquemas
A corrupção no Judiciário preocupa alguns ministros do Supremo Tribunal Federal e representa a mais séria ameaça ao estado democrático de direito. Ao atingir membros da mais alta corte de justiça do país, a credibilidade de todo o sistema judicial desaba, inclusive os subsistemas cível e penal. Pesquisas demonstram que um servidor público corrupto, magistrado ou não, dificilmente é punido. O combate à corrupção no Brasil é desprezível. A impunidade incentiva a criminalidade e enfraquece a capacidade de o Estado implementar políticas públicas capazes de combatê-la. A presença de altos níveis de corrupção em todos os órgãos do governo empobrece a sociedade e viola os direitos fundamentais do cidadão, além de prejudicar a integridade das instituições democráticas. São várias as formas de atuação da corrupção: juízes que aceitam subornos vendendo sentenças, tráfico de influências com familiares de magistrados exercendo a advocacia junto aos tribunais onde seus parentes atuam. O objetivo é obter favorecimentos em decisões proferidas por seus parentes ou por amigos. Seja qual for a forma de atuação, os efeitos são sempre danosos para a sociedade. A venda de decisões judiciais corrompe todo o sistema judicial pátrio e causa a perda da confiança nos órgãos e instituições do Estado. Para proteger o cidadão dessa praga, é essencial que haja uma forte cultura de transparência e accountability, com clareza e limpidez nas ações e decisões dos magistrados. Além disso, é essencial a existência de mecanismos eficazes de controle e fiscalização nos julgamentos para garantir que os membros do Judiciário sejam responsabilizados por quaisquer atos de corrupção. Somente assim será possível restaurar a confiança do povo no sistema judicial, garantir a proteção dos direitos fundamentais e a integridade das instituições democráticas. Outra medida importante para combater a corrupção é fortalecer e garantir que os órgãos responsáveis pela investigação e julgamento desses crimes tenham recursos adequados e sejam independentes para que possam atuar com eficácia. É importante que a população se engaje na luta contra essa praga em todos os órgãos e instituições da República, principalmente no Judiciário, denunciando qualquer irregularidade que identifique. É importante que a sociedade pressione por reformas que fortaleçam a transparência e a integridade no sistema jurídico. Se deixar como está, é bem possível que a corrupção se efetive como um dos princípios fundamentais da administração pública. Talvez por isso o ministro Flávio Dino, do STF, vem insistindo numa reforma do Poder Judiciário. A última reforma ocorreu com a promulgação da Emenda Constitucional nº 45, de 2004, conhecida como a “Reforma do Judiciário”, que criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e instituiu o controle administrativo, financeiro e disciplinar do Judiciário. A emenda também instituiu a “Repercussão Geral” para reduzir o volume de recursos no Supremo e demais tribunais do país, tornando-os mais ágeis e diminuindo a duração do processo ao redefinir as competências na Justiça do Trabalho e Federal. Dino vem destacando a necessidade de penas mais rigorosas para corrupção de juízes, procuradores, advogados e servidores do sistema de Justiça como um todo, argumentando que a confiabilidade do Judiciário é fundamental para a democracia. Segundo ele, a reforma deve priorizar a criação de um sistema jurisdicional capaz de garantir segurança jurídica e acesso a direitos com mais velocidade, confiabilidade e efetividade. “O Brasil precisa de mais Justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção’, vista como uma ‘pedra filosofal’”, afirmou. O problema é saber se seus colegas aceitam, principalmente os ministros diuturnamente citados pela mídia como envolvidos no esquema. Não é fácil largar o osso.
Grávida e marido morrem em confronto entre facções criminosas no Rio de Janeiro
O que deveria ser um momento de alegria transformou-se em tragédia. Um casal, Ygor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, foi morto após ser atingido por disparos durante um confronto armado na tarde desta quarta-feira (29), na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. A jovem, que estava grávida, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. O marido faleceu ainda no local do tiroteio. Conforme relatos, o casal havia se deslocado até a região para buscar itens do chá de bebê do filho que esperavam, quando foi surpreendido pelo confronto armado. A troca de tiros, segundo informações da Polícia Militar, envolveu criminosos de facções rivais na Avenida Canal das Taxas. A Delegacia de Homicídios está investigando o caso. A morte do casal, juntamente com o filho que estava a caminho, provoca profunda comoção e revolta. Mais uma família destruída pela violência que segue ceifando vidas inocentes. Ygor e Ariane deixaram um filho em luto.
Governo Lula entra em colapso após derrota histórica no Senado: “Agora é guerra”, dizem ministros
Ministros de Lula reagiram com indignação à derrota histórica de Jorge Messias no Senado Federal. Integrantes do governo afirmaram ter sido pegos “totalmente de surpresa” com o resultado da votação. A avaliação interna é de que membros do Centrão, supostamente influenciados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teriam traído o governo. Diante desse cenário, interlocutores do Planalto consideram que não há mais espaço para diálogo com Alcolumbre. Mais cedo, integrantes do Palácio do Planalto entraram em campo para monitorar as ligações que Alcolumbre fez para colegas visando atuar contra a indicação do nome escolhido por Lula. “Agora é partir para a guerra”, teria dito um ministro de Lula. O Senado rejeitou um indicado para ocupar vaga no STF após 132 anos. Jorge Messias foi reprovado por 42 votos a 34, expondo a fragilidade política do governo petista. A rejeição de Messias demonstra a fraqueza de Lula e antecipa o resultado da próxima eleição, evidenciando o desgaste do governo junto ao Congresso Nacional.
Tarcísio nomeia primeira mulher para comandar a maior Polícia Militar do Brasil
A coronel Glauce Anselmo Cavalli assumiu o comando da Polícia Militar de São Paulo nesta quarta-feira (29). A cerimônia de posse aconteceu na Academia do Barro Branco, no Tucuruvi, zona norte da capital paulista. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nomeou Cavalli para o cargo no dia 15 de abril. Cavalli lidera agora uma corporação com 81 mil policiais militares. A PM-SP é a maior polícia do Brasil. Em 200 anos de história da instituição, é a primeira vez que uma mulher ocupa o posto de comandante-geral. No país, apenas uma outra mulher chegou a essa posição. Ana Paula Barros Habka foi nomeada para comandar a PM do Distrito Federal em janeiro de 2024. A nova comandante-geral possui doutorado em Ciências Policiais. Cavalli acumula 33 anos de serviços prestados à corporação paulista. Ela substitui o coronel José Augusto Coutinho no comando da instituição. Antes da nomeação, Cavalli estava à frente do Centro Logístico da PM-SP. Ao longo de sua trajetória na corporação, também comandou a Diretoria de Finanças e a Comunicação Social. Durante o discurso de posse, Cavalli anunciou que o combate à violência contra a mulher será uma das principais diretrizes de sua gestão. “O enfrentamento à violência doméstica e familiar será prioridade operacional no nosso comando. Consolidaremos as cabines lilases nos centros de operações, ampliaremos o atendimento por videochamadas e abriremos os nossos quartéis para acolher estas vítimas, com a implantação de espaços lilases para garantir acolhimento humanizado em todo o estado”, declarou a comandante.
Laudo confirma: menina de 5 anos foi enterrada viva pela mãe e padrasto em Itapetininga
O laudo necroscópico de Maria Clara Aguirre Lisboa, de apenas 5 anos, confirmou que a criança morreu por asfixia mecânica causada por soterramento em Itapetininga (SP). O exame pericial identificou a presença de terra na traqueia da vítima, comprovando que a menina ainda respirava quando foi enterrada no quintal da própria residência, em uma cova que posteriormente foi concretada. O padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, e a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, estão presos e confessaram a autoria do crime. Antes mesmo do corpo ser encontrado, em outubro de 2025, Rodrigo enviou mensagem de áudio ao pai biológico da menina pedindo que ele parasse de “encher o saco” — e já revelando, na ocasião, que a criança estava morta. A audiência de instrução que definirá se o casal será levado a Júri Popular está marcada para o dia 19 de maio de 2026. Os dois respondem criminalmente por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Vereador entra com ação para tornar Gilmar Mendes ‘persona non grata’ em Belo Horizonte após ofensas ao povo mineiro
A indignação popular contra o ministro Gilmar Mendes se intensificou após sua recente série de entrevistas em diversos veículos de imprensa, onde proferiu declarações consideradas extremamente ofensivas. Em um dos episódios, o magistrado, ao tentar atacar o ex-governador Romeu Zema, acabou ofendendo todo o povo mineiro, zombando do sotaque mineiro, um dos mais característicos e queridos do país. Em resposta à polêmica, o vereador de Belo Horizonte Pablo Almeida protocolou ação para que o ministro seja declarado “Persona Non Grata” na capital mineira. Veja o vídeo:
Alcolumbre previu derrota de Messias: ‘Acho que ele vai perder por oito’ – e acertou na mosca
Davi Alcolumbre trabalhou intensamente pela derrubada de Jorge Messias. O presidente do Senado fez uma articulação bem-sucedida com o senador Flávio Bolsonaro. Essa união foi decisiva para o resultado final. Antes do anúncio do resultado, um microfone captou uma frase sussurrada por Alcolumbre no ouvido do líder do governo, Jaques Wagner. “Acho que ele vai perder por oito”. Alcolumbre acertou na mosca. O resultado final foi 42 votos a 34 – exatamente oito votos de diferença. O Senado rejeitou um indicado para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal após 132 anos. Messias foi reprovado por 42 votos a 34.
Rejeição de Messias no Senado expõe armadilha política e impõe a Lula a maior derrota de seu governo
A rejeição do nome de Jorge Messias na sabatina do Senado não foi um acidente de percurso. Foi um movimento político calculado — e executado com precisão. Nos bastidores, a articulação conduzida por Davi Alcolumbre criou um cenário em que o governo entrou na disputa sem os votos necessários. E, pior: sem margem para recuo. O resultado foi público, constrangedor e simbólico. Não se trata apenas de uma derrota. Trata-se de uma exposição. Quando um governo envia um nome para sabatina, ele já deveria ter feito a contagem de votos. A aprovação, via de regra, é construída antes mesmo da sessão começar. Quando isso não acontece, o que se vê não é surpresa — é falha de articulação. E foi exatamente isso que ocorreu. A base governista não conseguiu sustentar a indicação. O Senado, por sua vez, deixou claro que não atua mais como instância meramente homologatória. O recado político foi direto: o Executivo não controla o jogo. A condução do processo indica algo ainda mais relevante. Ao permitir que a sabatina avançasse sem garantia de aprovação, o governo foi colocado dentro de uma armadilha institucional. Uma situação em que recuar seria admitir fraqueza — e avançar significaria correr o risco da derrota. Optou por avançar. E perdeu. O episódio entra para a história como o momento mais constrangedor para uma indicação desse porte. Mas o impacto vai além do nome rejeitado. A derrota atinge diretamente a autoridade política de Luiz Inácio Lula da Silva. Expõe fragilidade na articulação com o Congresso e levanta dúvidas sobre a capacidade de coordenação do governo em votações sensíveis. Mais do que isso: sinaliza uma mudança de ambiente. O Senado demonstrou independência. E, ao mesmo tempo, deixou claro que o custo político de erros estratégicos será cobrado — publicamente. Em política, derrotas acontecem. Mas algumas derrotas redefinem o jogo. Essa não foi apenas mais uma. Foi uma derrota que marca, simbolicamente, o início de uma fase em que o governo deixa de impor sua vontade e passa a reagir aos movimentos do Congresso. E, nesse tipo de cenário, quem reage… normalmente já está em desvantagem. E tudo isso, em ano eleitoral… Veja o vídeo: