As Forças Armadas dos Estados Unidos estão enviando caças, possivelmente os avançados F‑35, para a base que mantêm no norte da ilha ártica da Groenlândia. A movimentação ocorre simultaneamente ao envio, por países europeus membros da OTAN, de soldados e equipamentos militares para um exercício organizado em cima da hora, cujo objetivo é demonstrar que o bloco tem capacidade de defender o território russo. O despacho dos caças americanos foi anunciado pelo NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) nesta segunda‑feira, dia 19. O órgão, que reúne os Estados Unidos e o Canadá na defesa do flanco norte das Américas, tem a missão de rastrear eventuais ataques nucleares e intrusões de aeronaves adversárias. O NORAD ressaltou que a operação é rotineira e está sendo realizada em cooperação com as forças de Copenhague, acrescentando que o governo da Groenlândia também foi informado. De fato, essas manobras são realizadas periodicamente, geralmente para treinar a interceptação de aviões hostis no Ártico. Entretanto, o “timing” da medida chama a atenção. Não foram divulgados números de caças nem de pessoal envolvidos na missão, mas a ação ocorre exatamente quando a Europa parece hesitar em dizer ao presidente Trump que não aceita a ideia de uma tomada da Groenlândia.
Ciclistas desaparecidos há seis dias em trilha de Juquitiba são resgatados vivos
Gilberto Alves e Carlos Gomes Pereira, os dois ciclistas que sumiram durante um percurso de bicicleta em uma trilha na região de Juquitiba, interior de São Paulo, foram encontrados com vida pelo Corpo de Bombeiros na terça‑feira (20). A dupla estava desaparecida desde a quarta‑feira (14), data em que iniciou a caminhada, permanecendo seis dias perdida na mata. Os ciclistas foram localizados próximo a um riacho; ambos estavam conscientes e não apresentavam ferimentos graves, apesar do longo período isolados. O resgate mobilizou 23 bombeiros e seis viaturas, que percorreram uma trilha de 24 quilômetros a partir do posto de comando estabelecido em Juquitiba. Durante a operação, foram registradas imagens do momento em que os socorristas encontraram Gilberto. Nas gravações, um bombeiro pode ser ouvido dizer: “Giba, somos o Corpo de Bombeiros”. Gilberto, ainda usando o capacete de ciclismo, abraçou o profissional que o encontrou e informou que Carlos estava nas proximidades. As buscas envolveram diferentes unidades dos bombeiros. O 6º Grupamento atuou na área de Peruíbe, enquanto o 18º Grupamento concentrou esforços em Juquitiba e regiões adjacentes. As equipes percorreram mais de 277 quilômetros por terra desde o início das operações. O helicóptero Águia também participou das buscas, sobrevoando mais de 100 quilômetros na região. Para coordenar os trabalhos, o Corpo de Bombeiros utilizou um mapa de geolocalização que continha os rastros das equipes, pontos de interesse e os raios de antena de celular. Os círculos maiores no mapa representavam a área de sinal das torres de comunicação, ajudando a delimitar as zonas prioritárias. O último contato dos ciclistas antes do desaparecimento foi registrado em um áudio. Na mensagem, Gilberto dizia: “Oh, meu filho. Nós viemos fazer a trilha aqui e se perdemos. Agora, nós estamos descendo o rio, entendeu? Não sei se nós vamos chegar hoje não”. No fundo da gravação, era possível ouvir o som de água corrente. Ana Carolina Almeida, filha de Gilberto, de 39 anos, informou que os ciclistas levaram apenas água para a trilha. Ela explicou: “Ele já andava de bike, porém aqui na região não tinha costume de andar. O amigo dele tinha experiência …”. O desaparecimento foi oficialmente registrado na quinta‑feira (15), quando Ana Carolina acionou o Corpo de Bombeiros e registrou um boletim de ocorrência após ser informada pela tia, irmã de seu pai, sobre o sumiço da dupla. Os bombeiros divulgaram que os ciclistas entraram pela Estrada do Jacuba, em Juquitiba, seguindo em direção à Trilha da Pedra Lisa, na Serra do Mar. O destino planejado era a Cachoeira da Salete. Pela topografia da região, os ciclistas provavelmente seguiram o curso do Rio São Lourencinho, que deságua em Peruíbe. Ana Carolina declarou que seu pai reside em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, enquanto Carlos mora no distrito de Campo Limpo, na capital paulista. Ambos são entusiastas de atividades ao ar livre, como pesca e ciclismo.
Ao vivo: Unição por Bolsonaro e Toffoli com R$ 33 milhões no paraíso fiscal (Veja o vídeo)
Nikolas Ferreira (PL‑MG) lidera uma caminhada histórica de Paracatu até Brasília – mais de 240 km a pé – protestando contra as prisões de Bolsonaro e dos manifestadores do 8 de janeiro. Deputados de vários estados já aderiram à marcha pela liberdade e justiça. Enquanto isso, escândalo no STF: fundo ligado à família de Dias Toffoli encerrou atividades e transferiu R$ 33 milhões em cotas para offshore em paraíso fiscal.
Fundo da família Toffoli transfere R$ 33,9 milhões para offshore nas Ilhas Virgens Britânicas
A Arleen Fundo de Investimentos enviou a totalidade de seus ativos para a Egide I Holding, empresa offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. A operação ocorreu em dezembro de 2025, após as cotas do fundo registrarem valorização de quase 45 000 % em apenas um mês. O fundo havia adquirido, anteriormente, ações do resort Tayayá, empreendimento pertencente aos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. A liquidação da Arleen foi feita em duas fases. Em assembleia realizada em 5 de novembro de 2025, os gestores definiram a primeira transferência de ativos para a Egide I Holding, avaliando as cotas em R$ 1,51 cada, o que totalizou R$ 11,5 milhões. Um mês depois, em 4 de dezembro, a avaliação unitária das mesmas cotas subiu para R$ 679,13. Com esse novo preço, o valor transferido para a offshore alcançou R$ 33,9 milhões. Registros do portal i‑BVI, que mantém o cadastro de empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, indicam que a Egide I Holding foi constituída em março de 2025. O primeiro documento que relaciona as duas entidades mostra que a Arleen comprou ações da própria offshore por R$ 11,5 milhões, ainda que o valor de mercado desses ativos fosse estimado em apenas R$ 1,9 milhão. Na quinta‑feira, 15, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Investimentos, administradora da Arleen. A empresa está sob investigação por possível participação em esquemas financeiros irregulares em conjunto com o Banco Master. A Arleen iniciou suas atividades em junho de 2021. Seu primeiro investimento consistiu na aquisição de 65 850 ações da Tayayá Administração e Participações Ltda. Seis meses antes dessa compra, os irmãos de Dias Toffoli haviam adquirido 33 % do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. O empresário Fabiano Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, detém fundos que compraram participação no Tayayá, conforme apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Zettel afirmou à imprensa que deixou o fundo em 2022. A rápida valorização observada neste caso apresenta semelhanças com práticas identificadas pela Polícia Federal na investigação de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Investigadores analisam se fundos ligados a Daniel Vorcaro adquiriam ativos de baixa qualidade para depois vendê‑los a preços artificialmente inflacionados. A investigação da Polícia Federal, baseada em informações do Banco Central, indica que o Banco Master criou uma estrutura que utilizava fundos da Reag para comprar ativos de baixa qualidade e simular valorização rápida dos investimentos do grupo. Dias Toffoli é o relator do caso Banco Master no STF. O ministro reduziu recentemente o prazo para que a Polícia Federal colha depoimentos dos investigados, de seis para dois dias.
Morte de músico, antes considerada suicídio, vira homicídio: amigo suspeito é preso
Rudson França foi preso pela Polícia Civil de Alagoas (PC‑AL) como principal suspeito da morte do músico Abdon de Paula Gomes Neto, de 41 anos, que morreu após cair do segundo andar de seu apartamento no bairro da Jatiúca, em Maceió. O fato ocorreu no sábado (17) e foi inicialmente tratado como suicídio, mas a investigação passou a apontar outra hipótese. A PC‑AL constatou que Rudson, também músico e amigo da vítima, foi a última pessoa a permanecer com Abdon no apartamento antes da queda. Os dois teriam se desentendido por ciúmes, quando Abdon se incomodou ao ver a cunhada de Rudson no quarto. A discussão teria evoluído para troca de ofensas verbais e arremesso de objetos dentro do imóvel. As mulheres e crianças presentes deixaram o apartamento, ficando apenas os dois homens. Moradores do prédio relataram que ouviram sons de luta corporal vindos do apartamento, seguidos por um forte estrondo quando o corpo do músico atingiu o saguão do edifício. As imagens das câmeras de segurança do prédio mostraram Rudson no elevador alguns instantes após a queda de Abdon. O suspeito saiu do local sem prestar socorro. Em depoimento às autoridades, Rudson negou participação no crime. Alegou que Abdon teria tido um “surto psicótico” depois de combinar álcool com medicamentos, o que o teria levado a se jogar do segundo andar. Disse ainda que entrou em estado de choque ao presenciar a queda e que foi um vizinho quem acionou o socorro. A versão de Rudson não convenceu os investigadores. Ele foi autuado por homicídio qualificado e, na tarde de segunda‑feira (19), a Justiça de Alagoas decretou sua prisão preventiva. O histórico criminal de Rudson França inclui antecedentes por lesão corporal em contexto de violência doméstica, além de registros por dano e violência no domicílio, circunstâncias que influenciaram a decisão judicial. A Polícia Civil de Alagoas segue investigando para esclarecer todos os detalhes da morte de Abdon de Paula Gomes Neto.
Senador declara que a propriedade é de Dias Toffoli e denuncia negócios ocultos em Brasília
A situação envolvendo o ministro Dias Toffoli tem gerado intenso debate nas circulações de Brasília. O senador Alessandro Vieira fez a seguinte declaração: “O ministro não é burro. Sabe o que está fazendo. Já existe a informação de que Vorcaro, por meio de um fundo paralelo, está comprando propriedades ligadas à família do ministro Dias Toffoli. O que se comenta em Brasília é que as propriedades são do próprio Dias Toffoli. Essa transação, esses contratos de gaveta do escritório de advocacia, têm que vir à tona. O Brasil nunca será uma democracia de verdade enquanto não passar a limpo a justiça brasileira.” Veja o vídeo:
Toffoli cria “briga” com a Polícia Federal e vê sua maior crise
Delegados da Polícia Federal manifestaram forte preocupação com a condução do inquérito que apura o chamado caso Master. Em nota divulgada neste sábado (17), a categoria classificou o andamento da investigação como “manifestamente atípico”, apontando indícios de que prerrogativas da autoridade policial estariam sendo indevidamente mitigadas. A investigação tramita sob relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal, e, segundo os delegados, o contexto atual causa “legítima perplexidade institucional”. A manifestação é assinada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que afirma esperar o restabelecimento de uma atuação institucional harmônica, cooperativa e estritamente balizada pelo ordenamento jurídico. Embora o texto não cite Toffoli nominalmente, há referências diretas a decisões do magistrado. Os delegados destacam que, no curso da investigação, foram determinadas acareações e impostos prazos exíguos para buscas, apreensões e inquirições, procedimentos que, segundo a categoria, ocorreram à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial. Em dezembro, Toffoli chegou a marcar uma acareação envolvendo o Banco Central, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex‑presidente do BRB. Ao final, o representante do Banco Central foi dispensado do procedimento. A nota menciona ainda decisões sobre o encaminhamento de materiais apreendidos a outros órgãos e a escolha nominal de peritos para a realização de exames, prática que, segundo a associação, não ocorre nem mesmo no âmbito interno da corporação, onde as designações seguem critérios técnicos e impessoais. O texto relembra que houve mudanças sucessivas nas determinações: inicialmente, o envio dos materiais ao STF; depois, a remessa à Procuradoria‑Geral da República; e, por fim, a definição de peritos específicos para análise. Para os delegados, o cenário configura “afronta às prerrogativas legalmente conferidas” à classe para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal. A nota ressalta que ao STF compete o exercício da jurisdição constitucional, enquanto a condução da investigação criminal cabe à Polícia Federal, cujas apurações, segundo a entidade, são fundamentadas em protocolos técnicos consagrados.
Audiência italiana adia mais uma vez decisão sobre extradição de Carla Zambelli
A Corte de Apelação de Roma, em audiência realizada nesta terça‑feira (20), decidiu adiar novamente a decisão sobre a extradição da ex‑deputada federal Carla Zambelli. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva havia afirmado que a extradição seria concedida, mas a corte parece reconhecer que Zambelli é alvo de perseguição política. Uma nova audiência está marcada para fevereiro.
Técnico de enfermagem de 24 anos protagoniza matança em série no Hospital Anchieta, em Brasília
Marcos Vinícius Silva Barbosa, técnico de enfermagem de 24 anos, prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre as mortes de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A informação foi confirmada nesta terça‑feira (20) após investigações iniciadas por denúncia da própria instituição de saúde. Preso durante a Operação Anúbis, Silva Barbosa negou inicialmente qualquer irregularidade. Quando confrontado com as gravações das câmeras de segurança, o técnico admitiu os atos. Em seu depoimento, o técnico apresentou justificativas. Primeiro, alegou ter agido para “aliviar o sofrimento das vítimas”. Em outro momento, afirmou que o hospital “estava tumultuado” e que agiu “por estar nervoso”. Ao assistir às imagens que o mostravam administrando as substâncias, respondeu apenas que “parece que fiz isso mesmo”. As investigações da PCDF apontam que o técnico, em alguns casos com auxílio de duas colegas de profissão – Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos – injetou medicamentos não prescritos nos pacientes. As vítimas foram João Clemente Pereira, servidor da Caesb, 63 anos; Marcos Moreira, funcionário dos Correios, 33 anos; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, 75 anos. No caso da professora, os investigadores descobriram que o técnico aplicou mais de dez seringas contendo desinfetante em seu organismo. As gravações de segurança registraram Silva Barbosa prescrevendo receitas, buscando medicamentos e preparando‑s os para aplicação. Segundo a investigação, após receber a substância, os pacientes sofreram parada cardíaca quase imediatamente. Para encobrir a prática, o técnico realizava manobras de reanimação enquanto as colegas observavam à distância. A Polícia Civil apreendeu os celulares dos suspeitos, que estão sendo analisados pelo Instituto de Criminalística. O Hospital Anchieta identificou as evidências que levaram à descoberta dos crimes. Em comunicado oficial, a instituição afirmou que “instaurou investigação por iniciativa própria”. Após a apuração interna, o hospital solicitou a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, inclusive a prisão preventiva dos envolvidos, já desligados da instituição. Em nota, o Hospital Anchieta manifestou solidariedade às famílias: “O hospital, enquanto também vítima da ação destes ex‑funcionários, solidariza‑se com os familiares das vítimas e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça”.
Fachin retorna a Brasília antes do previsto após pedido de suspeição contra Toffoli na PGR
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), antecipou seu retorno a Brasília no início desta semana para acompanhar os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. Nesta terça‑feira (20), o presidente da Corte já realizou diálogos com outros ministros para discutir o andamento do caso. Alexandre de Moraes, vice‑presidente do STF, está responsável pelo plantão judiciário desde 12 de janeiro. Ele assumiu a função após o período em que Fachin coordenou o plantão, entre o final de dezembro e os primeiros dias de janeiro de 2026. Apesar de estar na capital federal, o presidente do STF permanece oficialmente em período de férias. O recesso do Judiciário continua até o final de janeiro, com a retomada completa das atividades do Supremo marcada para 2 de fevereiro. A condução das investigações sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli tem causado desconforto entre integrantes do STF. A situação gera preocupações sobre possíveis consequências institucionais do caso. Em conversas reservadas, ministros da Corte consideram que algumas decisões tomadas no âmbito do inquérito extrapolaram os padrões habituais de atuação do tribunal. Essas medidas teriam intensificado as tensões com outras instituições participantes das investigações, principalmente com a Polícia Federal. O senador Eduardo Girão, do partido Novo do Ceará, enviou uma representação ao procurador‑geral da República, Paulo Gonet, no começo desta semana. O documento pede que a Procuradoria‑Geral da República analise potenciais conflitos de interesse e eventual suspeição do ministro Toffoli para continuar conduzindo as investigações relacionadas ao caso Master.