O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que existem dois tipos de juízes na Justiça do Trabalho. Ele os denominou de ‘vermelhos’ e ‘azuis’ e, de forma aberta, se declarou um ‘vermelho’, confirmando uma visão ativista que já havia sido objeto de críticas.
Ao se declarar ‘vermelho’, o magistrado trabalhista acusou os juízes ‘azuis’ de supostamente defenderem ‘interesses’. Na sua concepção de justiça, Mello Filho afirma que os ‘vermelhos’ estariam a serviço de uma ‘causa’.
A declaração aconteceu na conferência de encerramento do 22º Conamat, na sexta-feira (1º), em Brasília. Não foi um lapso. Foi uma confissão.
Ao assumir publicamente a militância ideológica como critério de atuação jurisdicional, Mello Filho confirmou o que colegas definiram como ‘grotesco’: a substituição da imparcialidade, pilar fundamental do sistema de justiça, por um engajamento partidário disfarçado de missão social.
Em outras palavras, ele confessa que a maioria dos juízes do trabalho militam por uma causa (são os vermelhos), não julgam de acordo com a lei, mas para fazer justiça social. É um discurso nauseante.
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