As investigações da Polícia Federal, no âmbito da Operação Ultima Ratio, deflagrada em 24 de outubro de 2024, colocaram a advogada Renata Gonçalves Pimentel no centro de um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Apesar de a operação ter sido desencadeada há um ano e meio, só agora, com o relatório final do inquérito elaborado pela Polícia Federal, foram revelados detalhes sobre o envolvimento de Renata, que é filha do desembargador Sideni Pimentel. O magistrado e sua filha são investigados pela Polícia Federal por suspeita de integrarem um esquema de venda de decisões judiciais. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência da advogada, localizada no condomínio de luxo Damha III, em Campo Grande, os agentes federais encontraram vultosas quantias de dinheiro em espécie guardadas em cofres. Ao todo, foram apreendidos R$ 128.290,00 em moeda nacional e US$ 125.000,00 em espécie. A Polícia Federal aponta que o uso de grandes somas de dinheiro em espécie é um forte indício de corrupção, uma vez que a prática visa dificultar o rastreamento bancário de pagamentos de propina. Embora Renata tenha alegado, no momento da busca, que os dólares pertenciam ao tio de seu marido, a autoridade policial considera que a posse desses valores reforça as evidências de que ela atuava como intermediária na comercialização de sentenças proferidas por seu pai, o desembargador Sideni Soncini Pimentel. Segundo o relatório, Renata teria negociado e vendido a decisão que autorizou a alienação da Fazenda Santo Antônio, em Corumbá, recebendo mais de R$ 1 milhão em vantagens indevidas. A análise do telefone celular da advogada revelou intensa movimentação financeira paralela, incluindo mensagens sobre a compra de uma caminhonete de R$ 250 mil para o pai e depósitos em dinheiro para quitar financiamentos pessoais. Em um dos diálogos interceptados, Renata chegou a discutir com seu contador qual seria a melhor forma de justificar um depósito em espécie de R$ 213 mil ao banco, sugerindo classificá-lo como “honorários”, enquanto o profissional recomendou registrá-lo como “empréstimo”. Para os investigadores, esses elementos indicam a existência de uma estrutura de lavagem de dinheiro para conferir aparência lícita a recursos obtidos com a venda de decisões judiciais.
TSE mantém voto de presidiários ligados ao crime organizado nas eleições de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu por unanimidade que a Lei Antifacção — sancionada em março de 2026 — não se aplica às eleições de outubro deste ano. O fundamento utilizado foi o artigo 16 da Constituição Federal, que determina que mudanças nas regras eleitorais precisam de pelo menos um ano de antecedência para entrar em vigor. A lei foi aprovada apenas sete meses antes do pleito. O resultado prático da decisão: presos provisórios — incluindo investigados por crime organizado ainda sem condenação definitiva — continuam podendo votar em outubro. A proibição, portanto, só valerá em 2028 ou 2030. A Lei Antifacção contém medidas importantes no combate ao crime organizado: amplia penas, tipifica novas condutas criminosas, endurece a concessão de benefícios, determina o envio de lideranças para presídios de segurança máxima e restringe indulto e liberdade condicional. Mas a parte que proibia o voto de presos provisórios chegou tarde demais para vigorar nas próximas eleições. No Brasil, o crime organizado já influencia eleições municipais de forma documentada em diversas regiões do país. O voto de centenas de presos provisórios ligados a facções criminosas pode ser direcionado por lideranças dentro e fora dos presídios. O crime organizado votará em outubro com as mesmas regras de 2022.
Lula subestimou Flávio e vai pagar o preço: os números são devastadores
O cenário é de derrota provável, não apenas de risco. A colunista Vera Magalhães, de O Globo, publicou nesta sexta-feira (24) o diagnóstico mais honesto até o momento vindo do campo progressista – os chamados militantes de redação – sobre a situação eleitoral de Lula: as pesquisas mostram risco concreto de derrota em outubro, o PT subestimou a capacidade de Bolsonaro de transferir votos mesmo após condenação e prisão, e as lideranças petistas ainda recaem em explicações insuficientes para o que aconteceu. Os números são devastadores. Na Quaest de 15 de abril, Lula caiu de 46% para 40% desde dezembro – enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 36% para 42%, ultrapassando o petista no segundo turno além da margem de erro. No Datafolha de abril, Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no segundo turno – dentro da margem de erro de 2 pontos. No Paraná Pesquisas em São Paulo – o maior colégio eleitoral do país, decisivo em 2022 – Flávio lidera com 48,1% contra 40,3% de Lula. A desaprovação do governo chega a 52% na Quaest. O quadro é de derrota provável, não apenas de risco. A explicação mais recorrente no PT – “faltou comunicar corretamente o que fez” – é descartada pela própria Vera com precisão: mais de uma guinada de comunicação foi tentada sem mudança real de percepção. O problema não é de comunicação. É de produto. E o produto do terceiro mandato – dívida em rota para 96% do PIB, inflação acima do teto da meta, Selic em 14,75%, endividamento recorde das famílias, conta de luz subindo o dobro da inflação – não muda com nova agência de publicidade. O diagnóstico estrutural que o PT resiste em fazer é o que Vera coloca com coragem: houve opção deliberada por excluir os setores médios e moderados – justamente aqueles que votaram em Lula em 2022 como “mal menor” diante do desmonte bolsonarista. O discurso do “nós contra eles”, a narrativa BBB – bilionários, bets e banqueiros como vilões –, o 8 de Janeiro como eixo permanente de governo: tudo isso mobilizou a base petista mais ideológica e alienou sistematicamente o eleitor de centro que decide eleições no Brasil. O dado que mais perturbou o QG petista foi exatamente a transferência de votos de Bolsonaro mesmo preso e condenado. A aposta do governo era que a condenação judicial esvaziaria o bolsonarismo – e o resultado foi o oposto: Flávio emerge competitivo, com o pai transformado em mártir político por parcela expressiva do eleitorado. O PT conhecia essa lógica na própria pele – prender Lula em 2018 não acabou com o petismo – e ignorou a lição. Há debate aberto dentro do PT sobre substituir Lula como candidato. O próprio fato de esse debate existir é o sinal mais claro de que o “enredo manjado” que Vera descreve já chegou ao núcleo duro do partido. Mas substituir por quem, com que tempo e com que projeto é uma equação sem resposta. O que existe é o cansaço – e o cansaço, nas urnas de outubro, costuma ter consequências irreversíveis.
Governo petista torra R$ 7 milhões em propaganda no Facebook em apenas 30 dias
O governo federal está gastando milhões em propaganda nas redes sociais. Apenas nos últimos 30 dias, a administração petista elevou para quase R$ 7 milhões os gastos com anúncios no Facebook e Instagram. Entre 22 de março e 20 de abril, o governo torrou R$ 6,86 milhões com 97 anúncios que ainda estão ativos nas redes sociais de Mark Zuckerberg. O Governo do Brasil é, de longe, o maior anunciante do Facebook no País, à frente do próprio Partido dos Trabalhadores (PT), que é atualmente o segundo maior anunciante da Meta no Brasil, com gastos de R$ 936 mil. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder. Em apenas cinco dias, um único anúncio do governo Lula sobre a carteira de motorista (CNH) custou US$ 125 mil (R$ 628 mil) aos pagadores de impostos. O PT gastou R$ 936 mil em oito anúncios no Facebook desde 22 de março. Quase todos os anúncios tratam do fim da escala 6×1. O levantamento foi feito na plataforma da própria Meta, que divulga todos os pagamentos feitos por anunciantes de cunho político, social e similares.
STJ nega liberdade ao dono da página Choquei e mantém prisão na Operação Narco Fluxo
O dono da página Choquei tentou novamente sair da prisão nesta sexta-feira (24), mas não obteve sucesso. O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de liberdade de Raphael Sousa Oliveira e manteve sua prisão no âmbito da Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal. O ministro Messod Azulay Neto rejeitou o habeas corpus após a decretação de uma nova ordem de prisão. Raphael Sousa Oliveira havia sido preso temporariamente no dia 15, junto com MC Ryan SP e Poze do Rodo. Na quinta-feira (23), o próprio ministro havia determinado a soltura ao apontar irregularidades no prazo da prisão temporária, fixado em 30 dias, embora a Polícia Federal tivesse solicitado apenas cinco dias. Horas depois da decisão que concedeu liberdade, a Polícia Federal pediu a conversão da medida em prisão preventiva. O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, atendeu ao pedido ao considerar risco de continuidade das atividades investigadas e necessidade de preservar a apuração. Segundo o magistrado, “a decretação das prisões preventivas mostra-se indispensável no caso concreto diante da constatação de que a fase investigativa ainda não se encontra plenamente esgotada”. Com a nova decisão que converteu a prisão temporária em preventiva, a defesa voltou ao STJ. Porém, o ministro entendeu que o pedido perdeu o objeto, já que a prisão temporária havia sido substituída pela preventiva.
Ministro de Minas e Energia de Lula é flagrado em reunião suspeita com ex-banqueiro do caso Master
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, esteve em reunião com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em Belo Horizonte. O encontro ocorreu na noite de 27 de outubro de 2024, durante o segundo turno das eleições municipais. A informação consta em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. Vorcaro comunicou à namorada, Martha Graeff, que estava em casa reunido com um ministro e com Eduardo Wanderley, conhecido como Duda, amigo do ex-banqueiro e cuja família tem investimentos em diferentes setores. Ele é sócio da 3D Mineração, empresa que foi financiada pelo Banco Master para disputar leilão organizado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Vorcaro mencionou que mantinha “negócios de mineração” com o empresário. As conversas apreendidas pela PF revelam conexões de Vorcaro no setor mineral. A família Wanderley possui empreendimentos em diversos setores, incluindo mineração. Cruzamento de dados públicos identificou que Silveira era o ministro que estava em Belo Horizonte naquela data. Político mineiro, ele votou e acompanhou a vitória do candidato que apoiava, Fuad Noman. Cinco pessoas que acompanham a cena empresarial de Minas Gerais, ouvidas sob condição de anonimato pela imprensa, afirmam que a proximidade entre Silveira e a família Wanderley é conhecida há anos. Segundo essas fontes, o ministro se aproximou de Vorcaro à medida que o banqueiro ganhou projeção no mercado. Vorcaro e Duda foram questionados sobre o que foi discutido naquela reunião, na noite daquele domingo, 27 de outubro. Em nota, o Ministério de Minas e Energia disse que o ministro mantém interlocução com agentes públicos e privados dentro da normalidade institucional, sem favorecimentos. “O ministro Alexandre Silveira rechaça, de forma categórica, quaisquer ilações que associem agendas institucionais ou compromissos pessoais a interesses indevidos.” A defesa de Vorcaro entendeu que não cabe comentar o que qualifica como “conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”. E destacou: “Trata-se, inclusive, de fatos que já são objeto de investigação criminal determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração.” Duda não se manifestou. Depois que esses fatos vieram à tona, o MME enviou nota complementar dizendo que o ministro não participou de reunião com empresários ou tratou de quaisquer temas relacionados a negócios privados na data mencionada. “No dia 27 de outubro de 2024, após cumprir agenda pública, o ministro retornou à sua residência.” A apuração jornalística, no entanto, manteve a informação, contrariando a nota do MME. Vale ressaltar que Silveira e membros da família Wanderley possuem forte ligação, inclusive compartilham jatinhos. A família Wanderley figura entre as mais importantes na economia mineira. Os empreendimentos mais conhecidos do grupo incluem as construtoras Cowan e Wanmix. A família de Alexandre Silveira também desenvolveu negócios prósperos no setor de construção. Os Wanderley são reconhecidos pela influência política e atuam frequentemente como doadores em campanhas eleitorais. Na área de mineração, dois negócios da família estabelecem conexões diretas com Daniel Vorcaro: o fundo Victoria Falls e a mineradora 3D. A mineradora 3D representa um empreendimento mais recente. No mercado, os três Ds fazem referência aos nomes dos dois sócios, os irmãos Eduardo e Daniel Wanderley, e a Daniel Vorcaro. Vorcaro financiou a empresa sem participar como sócio. Segundo apuração jornalística, a empresa foi criada 46 dias antes de arrematar 116 áreas em leilão da Agência Nacional de Mineração. O leilão foi realizado em agosto de 2024. Em um dos lotes, a 3D alegou ter registrado de forma não intencional um zero a mais após vencer. O erro multiplicou o valor do lance por dez. A empresa solicitou correção para reduzir o valor. A diretoria da agência acatou o pedido no fim de 2024. A decisão contrariou parecer da área técnica, mas seguiu orientação do relator Caio Seabra Filho. Seabra Filho foi indicado pelo ministro Silveira para a ANM. A decisão gerou questionamentos no Tribunal de Contas da União. A defesa de Seabra Filho informou que ele não é investigado nessa questão. A defesa afirmou que Seabra Filho reconhece que o melhor seria não ter atendido o pleito da 3D e realizado novo leilão da área. Segundo a defesa, um pedido semelhante havia sido acatado anteriormente por diretores da agência. Meses depois da polêmica envolvendo a 3D Mineração, Caio Seabra Filho apareceu em um escândalo. Em setembro de 2025, ele estava entre os 11 agentes públicos e empresários presos na Operação Rejeito. A operação investigou suspeitas de participação em organização criminosa para facilitar extração e venda ilegais de minério de ferro na Serra do Curral. A defesa de Seabra Filho nega as acusações. “Confiamos que a investigação em curso apenas confirmará a absoluta regularidade da sua conduta”, afirmou em nota. Segundo a Polícia Federal, um dos líderes da organização seria o empresário e ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages. Lages é acusado de atuar como “diretor de relações institucionais” do grupo investigado pela operação. João Alberto Paixão Lages contribuiu financeiramente para a campanha eleitoral de Alexandre Silveira. A doação de R$ 100 mil ocorreu em 2022, quando Silveira disputava uma vaga no Senado Federal. O Ministério de Minas e Energia esclareceu que, embora a doação conste na prestação de contas de Silveira no Tribunal Superior Eleitoral, o valor foi destinado ao suplente da coligação, Virgílio Guimarães. Guimarães mantinha conta bancária específica para esse fim. “Importante ressaltar, ainda, que a doação foi realizada antes de qualquer relação com a pasta de Minas e Energia, uma vez que o ministro era senador da República”, informou a pasta em nota oficial. A Operação Rejeito resultou na prisão de 11 pessoas, entre agentes públicos e empresários. O material que fundamentou a operação foi colocado sob sigilo no Supremo Tribunal Federal em outubro de 2025. A relatoria ficou a cargo do ministro Dias Toffoli. Silveira não foi mencionado nos documentos da investigação. A teia de relações no setor de mineração envolve também a Itaminas. O banqueiro Daniel Vorcaro detinha 66,66% de participação na empresa. Em agosto de 2025, Vorcaro foi eleito presidente
Delegado que atirou contra esposa, empregada e enfermeira é encontrado morto após suicídio
O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Mikhail Rocha e Menezes, 46 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira (24), dentro de sua residência em Goiânia (GO). O policial estava abraçado a uma fotografia da família após tirar a própria vida por enforcamento. Mikhail havia sido preso em flagrante em 16 de janeiro do ano passado, após atirar contra três mulheres. Ele usava tornozeleira eletrônica e passava por tratamento psiquiátrico, após ser solto pela Justiça para responder às tentativas de feminicídio em liberdade. Antes de cometer os crimes, o delegado já estava afastado das funções que exercia na PCDF devido a problemas psiquiátricos. Na época do crime, Mikhail foi localizado e preso por uma equipe do Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) da Polícia Militar (PMDF), portando duas armas de fogo. Posteriormente, foi levado para a Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal. O ataque contra as mulheres ocorreu na casa do delegado, no Residencial Santa Mônica, no Setor Habitacional Tororó. Afastado das funções havia cerca de 30 dias devido a problemas psiquiátricos, ele disparou primeiro contra a própria esposa e a empregada da família. Em seguida, Mikhail pegou o filho de 7 anos e dirigiu até o Hospital Brasília, onde exigiu atendimento e, por fim, atirou contra a chefe de enfermagem na unidade de saúde. Tanto a esposa quanto a empregada da família e a enfermeira ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram ao ataque. Antes de ser afastado, Mikhail estava lotado na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). No momento da prisão, foram apreendidas duas armas de fogo – uma particular e uma funcional. A prisão do policial foi realizada pelo Batalhão de Policiamento de Choque (Patamo), com apoio do Grupo Tático Motociclístico (GTM) 25, ambos da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Homem mata jovem de 20 anos a facadas após assediá-la e ter ciúmes de possível namorado da vítima
A jovem de 20 anos que foi morta pelo pai da amiga na manhã desta sexta-feira (24) em Pontal (SP) era frequentemente assediada por ele, mas negava todas as investidas. Segundo o delegado Claudio Messias, responsável pelo caso, testemunhas relataram à polícia que Geniane Pereira era muito simpática com todos e isso levou Cleomar Borges Gomes a pensar que ela queria algo com ele, o que nunca aconteceu. “A motivação é absurdamente torpe. Os relatos que colhemos é que, por ela ser uma pessoa aparentemente simpática, esse cidadão passou a interpretar errado essa forma dela de se relacionar. Tem um relato aí que certa feita ele teria até se aproximado dela e tocado nos seios dela”, declarou o delegado. Cleomar esfaqueou Geniane no meio da rua e fugiu do local após o crime. Ele ainda não foi encontrado. A filha dele estava junto com a vítima no momento em que Geniane foi abordada pelo agressor. Ainda segundo o delegado, Geniane e a filha de Cleomar eram de Turmalina (MG) e se mudaram para Pontal no dia 10 de abril, por causa de uma oportunidade de emprego, e passaram a morar na casa dele. O suspeito também é da mesma cidade mineira, por isso, já conhecia a vítima. “Pelos últimos dias, essas meninas teriam relatado para ele que haviam conhecido um candidato a namorado na cidade e isso deixou ele furioso. A partir de então, ele passou a proferir xingamentos contra elas, xingamentos terríveis, e elas passaram a procurar outro local para morar. Só que não deu tempo”, explicou o delegado. O crime ocorreu por volta das 9h, na Rua Albano Meneghelli, quando Geniane e a amiga seguiam para o trabalho. Testemunhas disseram que elas já haviam sido abordadas pelo suspeito no mesmo ponto no dia anterior, o que levou a polícia a apurar se ele monitorava o trajeto das jovens. Na manhã desta sexta-feira, Cleomar teria aguardado as duas próximo a uma esquina. Ao perceberem a presença dele, as jovens tentaram reagir à situação, mas Geniane foi atacada. O suspeito fugiu após o crime. A vítima chegou a ser levada para a Santa Casa de Pontal, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado como feminicídio e segue sob investigação da Polícia Civil.
Professor universitário desaparecido há 5 anos é encontrado vivo: “Andei todo o país”
A Polícia Militar Rodoviária localizou um professor universitário desaparecido há mais de cinco anos na terça-feira (21). Ele foi encontrado às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), no trecho de Taquaritinga, interior de São Paulo. A mãe do professor, que mora em Osasco, na Grande São Paulo, disse aos policiais que não acreditava mais que o filho estivesse vivo. O reencontro aconteceu na Base Operacional da Polícia Militar Rodoviária, em Araraquara. A identidade e a idade do homem não foram divulgadas a pedido da família. A equipe do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), do 3º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, realizava patrulhamento quando avistou o homem caminhando às margens da via. Os agentes fizeram uma abordagem preventiva em razão dos riscos de atropelamento e solicitaram a identificação do professor. Os policiais constataram que ele era a pessoa desaparecida cujo boletim de ocorrência, registrado pelos parentes anos atrás, permanecia sem solução. O professor revelou que enfrentava problemas pessoais quando desapareceu. Ele não manteve qualquer contato com seus familiares desde então. A Polícia Rodoviária de Araraquara entrou em contato com a família. A mãe foi prontamente ao local indicado pelos policiais, no quilômetro 273 da rodovia Washington Luís. Ao reencontrar os familiares, o professor declarou: “Estou vivo. Bem forte, nutrido. Andei todo o país. Perna grossa, forte.” A mãe abraçou o filho em meio a lágrimas. Ela repetiu apenas a frase “meu filho, meu filho”. O momento foi registrado em vídeo e fotografias. Um familiar identificado apenas como Rogério gravou um depoimento sobre o caso. “Na tarde de ontem, nós recebemos uma ligação a respeito do paradeiro de um parente que estava desaparecido há cinco anos. Recebemos uma ligação da Polícia Rodoviária de Araraquara que ele estaria na base do quilômetro 273, e a polícia, com uma natureza muito humana, um trabalho social maravilhoso, que a gente tem muito a agradecer, conseguiu fazer com que ele nos aguardasse. Enfim, deu todo apoio, cuidado e atenção a ele”, disse. Rogério também comentou sobre o reencontro entre mãe e filho. “E aí a mãe pôde reencontrar o filho. A gente tinha, realmente, dúvida se ainda estava vivo e foi um reencontro maravilhoso. E, através desse vídeo, é o mínimo que a família tem de tornar público, agradecer e mostrar a relevância do trabalho da polícia”, afirmou. A família manifestou gratidão pelo trabalho realizado pelos agentes da Polícia Militar Rodoviária. Apesar de terem posado para fotos no posto policial e do registro em vídeo do reencontro, a família pediu que os nomes não fossem divulgados.
Relator da CPMI do INSS alerta: delação de Vorcaro pode ser “bomba atômica” contra Judiciário, Executivo e Legislativo. Veja o vídeo!
O deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, fez declarações contundentes que prometem abalar as estruturas políticas de Brasília. Durante participação em entrevista, o parlamentar alertou que o cenário político e institucional do Brasil está prestes a enfrentar um de seus maiores testes, tudo por conta da possível delação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo as declarações de Gaspar, a colaboração premiada não se limitará a figuras de baixo escalão ou laranjas. O deputado foi categórico ao afirmar que as revelações irão atingir em cheio “os poderes nas suas instâncias superiores”, englobando “membros importantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo”. O tom de gravidade das declarações atingiu seu ápice quando o relator questionou se o Brasil possui, de fato, uma República verdadeiramente consolidada para suportar o peso dessas revelações. Nas palavras do próprio Alfredo Gaspar, caso essa colaboração premiada siga o seu curso completo, “nós estaremos com a bomba atômica prestes a ser detonada nessas relações públicas privadas”. O povo brasileiro aguarda os próximos capítulos dessa trama, que tem potencial para implodir velhos esquemas no país. Veja o vídeo: Veja a entrevista completa: