O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Mikhail Rocha e Menezes, 46 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira (24), dentro de sua residência em Goiânia (GO). O policial estava abraçado a uma fotografia da família após tirar a própria vida por enforcamento.
Mikhail havia sido preso em flagrante em 16 de janeiro do ano passado, após atirar contra três mulheres. Ele usava tornozeleira eletrônica e passava por tratamento psiquiátrico, após ser solto pela Justiça para responder às tentativas de feminicídio em liberdade.
Antes de cometer os crimes, o delegado já estava afastado das funções que exercia na PCDF devido a problemas psiquiátricos.
Na época do crime, Mikhail foi localizado e preso por uma equipe do Patrulhamento Tático Motorizado (Patamo) da Polícia Militar (PMDF), portando duas armas de fogo. Posteriormente, foi levado para a Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal.
O ataque contra as mulheres ocorreu na casa do delegado, no Residencial Santa Mônica, no Setor Habitacional Tororó. Afastado das funções havia cerca de 30 dias devido a problemas psiquiátricos, ele disparou primeiro contra a própria esposa e a empregada da família.
Em seguida, Mikhail pegou o filho de 7 anos e dirigiu até o Hospital Brasília, onde exigiu atendimento e, por fim, atirou contra a chefe de enfermagem na unidade de saúde.
Tanto a esposa quanto a empregada da família e a enfermeira ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram ao ataque.
Antes de ser afastado, Mikhail estava lotado na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). No momento da prisão, foram apreendidas duas armas de fogo – uma particular e uma funcional.
A prisão do policial foi realizada pelo Batalhão de Policiamento de Choque (Patamo), com apoio do Grupo Tático Motociclístico (GTM) 25, ambos da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
