Ministro por quatro vezes no governo Lula, deputado federal por seis mandatos e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo conhece profundamente os bastidores da política e da esquerda brasileira. Em entrevista ao Podcast A Verdade, o político não poupou críticas ao atual governo petista, do qual foi aliado histórico. Atualmente, Rebelo se posiciona como um crítico contundente das políticas ambientais e econômicas implementadas por Lula.
“A gente tinha um governo de forças heterogêneas, eu fui contra a demarcação da terra indígena Raposa Terra do Sol, por exemplo, mas depois da prisão, Lula saiu ressentido, amargurado, não tem paciência para nada, não tem generosidade para governar um país tão difícil como o nosso, para pacificar o Brasil, que é uma coisa importante”, declarou Rebelo.
O ex-ministro questionou duramente a postura do presidente eleito: “Ele ganhou as eleições, que gesto ele fez para pacificar o Brasil? A minha crítica ao presidente Lula é essa. Hoje a agenda do governo é a agenda da paralisia, é o voo de galinha, curto e baixo. O IBAMA e a Funai não paravam o Brasil como param hoje.”
Rebelo foi enfático ao avaliar a situação econômica do país: “A economia não gera emprego acima de dois salários mínimos, o Brasil está perdendo indústria para o Paraguai, para a China… Está tendo uma fuga de domicílio fiscal, isso é uma coisa vexaminosa. Não temos governo, temos ruínas”, lamentou.
Pré-candidato à presidência da República, Aldo Rebelo afirma que o encontro com Lula nos debates eleitorais será respeitoso, mas promete não recuar nas cobranças. “Vai ser um encontro de cobranças. Fui ministro de quatro pastas, tenho gratidão pela confiança que recebi, fui líder do governo Lula, mas não nunca tive uma conta minha rejeitada pelo Tribunal de Contas da União, nunca tive processo no Ministério Público nem no STF. Vou fazer cobranças duras, o país está parado, mas o maior responsável é ele”, disparou.
